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BMW M3 Competition (G80): mesma receita do M4 Competition (G82), agora mais prático

BMW M3 Competition verde em exposição interna com rodas pretas e luzes acesas.

BMW M3 Competition (G80) e M4 Competition (G82): mesma base, outra proposta

O novo BMW M3 Competition (G80) é, na prática, o espelho do M4 Competition (G82) que testamos recentemente. Ele traz o mesmo seis-em-linha S58 com 510 cv, a mesma transmissão para as rodas traseiras (a tração integral chega mais adiante) e entrega a mesma dose de desempenho absurdo e comportamento afiado - em resumo, continua sendo um carro realmente impressionante.

Quatro portas, mais vida real

A grande virada do M3 está nas duas portas extras. Com elas, o sedã fica bem mais fácil de usar no dia a dia: o acesso ao banco traseiro melhora e a segunda fileira é mais generosa, fazendo deste M3 (como todo Série 3) um “carro de família” bastante convincente… só que absurdamente rápido.

Para mostrar isso da forma mais direta possível, o “tio” Guilherme foi ao extremo do uso real: colocou duas cadeirinhas de bebê atrás e ainda levou duas passageiras para este teste bem fora do comum… imperdível.

Acessível? Longe disso

Ninguém esperava preço baixo no novo BMW M3 Competition, mas é preciso admitir: 120 mil euros “para começar a conversa” é um número difícil de engolir (o M3 “regular”, com câmbio manual, parte de 116 mil euros). E fica ainda mais pesado quando a unidade que testamos passa dos 150 mil euros, por conta da lista de opcionais.

Tudo isso é indispensável? Claro que não… Há itens meramente estéticos e outros que deveriam vir de série, como os mais de 500 euros cobrados por “Conectividade para dispositivos móveis, Bluetooth e USB com carregamento wireless”. Mesmo tentando segurar a onda, não demora para chegar a cinco dígitos só em opcionais.

“O” rival

No preço, ele se distancia do adversário mais direto, o Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio, que custa muitos milhares de euros a menos - e, mesmo carregado de opcionais, ainda fica com praticamente 20 mil euros de diferença. Talvez comparar isso seja até um exercício meio inútil, considerando os valores envolvidos.

E, nesse nível, é difícil imaginar que algo tão “mesquinho” quanto 10-20 mil euros seja o fator decisivo entre um BMW M3 Competition e um Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio.

O Giulia Quadrifoglio já está virando veterano, mas vem sendo a referência entre os sedãs esportivos nos últimos anos, combinando alto desempenho, virtuosismo dinâmico e uma experiência de condução intuitiva e genuinamente envolvente.

Parte desse encanto tem tudo a ver com a ligação genética com Maranello. O V6 biturbo tem origem Ferrari, e o chassi de referência foi desenvolvido por Philippe Krief, o mesmo engenheiro por trás do… Ferrari 458 Speciale. No fim, o Giulia Quadrifoglio talvez seja o mais perto que existe de um sedã esportivo com alma de Ferrari.

Será que ele ainda tem algo a ensinar ao novo BMW M3 Competition? Quem sabe a gente descubra numa próxima oportunidade, juntando os dois lado a lado. Até lá, deixo vocês novamente com o Guilherme, quando ele o guiou pela primeira vez:


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