É curioso que o nosso contato com a nova geração do carro que, historicamente, sempre foi visto como o farol da indústria venha justamente com uma mecânica Diesel, tantas vezes “demonizada”. O S 400 d dispensa qualquer tipo de eletrificação - não há motor elétrico e nem mesmo um “mild-hybrid” -, apostando exclusivamente no seis cilindros em linha a diesel (OM 656). E, na prática, a combinação funciona muito bem.
Para viver uma experiência totalmente elétrica nesse patamar, ainda será preciso esperar: esse primeiro vislumbre da nova realidade eletrificada ficará a cargo do inédito EQS, que conheceremos ainda este ano.
Classe S W223 como referência e a chegada do EQS
Essa escolha ajuda a recolocar o novo Classe S W223 no lugar de referência que sempre ocupou. Tradicionalmente, cada geração do Classe S é um acontecimento marcante no universo automotivo, servindo de vitrine para indicar - em tecnologia e segurança - o que tende a chegar aos carros do futuro.
Ao deixar para o EQS a estreia de determinadas soluções com alto teor tecnológico, será que o novo Classe S abre mão de parte do protagonismo que conquistou ao longo do tempo? Essa é uma reflexão que você pode fazer junto com Guilherme Costa no teste do novo Mercedes-Benz S 400 d, no nosso vídeo mais recente.
Conforto, acima de tudo
No topo da linha da Mercedes-Benz, não era de se esperar nada diferente: a vida a bordo é elevadíssima, com materiais excelentes e um nível de montagem impecável. Conforme os quilômetros se acumulam ao volante, fica a sensação de que o seu propósito é praticamente um só: entregar uma experiência de conforto sem igual.
A isso se soma uma insonorização exemplar e bancos de conforto soberbo, tanto para quem dirige quanto para os demais ocupantes. É verdade que é preciso “mergulhar” na longa lista de opcionais para explorar todo esse potencial - no carro testado, o valor dos opcionais passa de 37 mil euros -, mas o resultado fala por si. Mesmo no modo de condução mais esportivo, o conforto continua notável em todos os aspectos.
Atenção extra para os passageiros traseiros
Nesse nível, quem vai atrás recebe tanta - ou até mais - atenção do que o motorista. Muitos dos opcionais do veículo avaliado eram “mimos” voltados aos ocupantes do banco traseiro. Para demonstrar isso, Diogo Teixeira assumiu o papel de passageiro por um momento e mostrou que, também ali, há bancos com ajuste elétrico, aquecimento e ventilação, além de diferentes tipos de massagem à escolha - e não para por aí…
S 400 d: Diesel ainda faz sentido
A mecânica Diesel, praticamente inaudível, vira uma aliada natural nessa proposta. A forma como entrega desempenho, graças não apenas aos 330 cv, mas sobretudo aos 700 Nm disponíveis já a 1200 rpm, garante muita elasticidade e prestações bem convincentes, mesmo considerando as mais de duas toneladas em ordem de marcha. O veículo definitivo para longas viagens em autobahn? Ao que tudo indica, sim.
Além disso, a eficiência já conhecida dos motores Diesel, somada a uma excelente transmissão automática de nove marchas, se traduz em consumos bastante interessantes para esse leviatã das estradas - Guilherme comenta que não é difícil ficar abaixo de nove litros a cada 100 km. O S 400 d é o Classe S para quem realmente precisa de um “papa-quilômetros”.
O novo Classe S W223, além desta versão Diesel, também oferece motorizações a gasolina e terá opções híbridas plug-in, capazes de rodar (ainda mais) silenciosamente usando apenas o motor elétrico, atendendo a outro perfil de uso. Ainda assim, o S 400 d deixa claro, sem dúvida, que o Diesel segue tendo espaço nesta indústria.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário