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Guia de compra do novo Citroën C5 Aircross

SUV Citroën C5 Aircross branco com detalhes vermelhos exibido em ambiente interno moderno.

O novo Citroën C5 Aircross está longe de ser apenas uma atualização do modelo anterior. Nesta segunda geração, o SUV muda de plataforma, aumenta de tamanho, passa a ter opções 100% elétricas e a linha no Brasil* fica organizada em quatro níveis de acabamento: You, Plus, Business e Max.

Neste guia de compra, detalhamos o que foi alterado no modelo e de que forma essas mudanças aparecem nas motorizações, nos equipamentos e nos preços.

O que é o Citroën C5 Aircross?

O Citroën C5 Aircross estreia agora a sua segunda geração como o SUV do segmento C da marca, construído sobre a plataforma STLA Medium, do grupo Stellantis. Essa arquitetura é decisiva porque permite reunir, no mesmo carro, diferentes tipos de propulsão - incluindo conjuntos híbridos e totalmente elétricos - sem prejudicar o espaço da cabine.

Mais do que um simples aumento de medidas, é essa base técnica que dá ao modelo a flexibilidade para atender perfis de uso distintos, do trajeto urbano às viagens longas, com propostas mecânicas adequadas para cada cenário.

Com 4,652 metros de comprimento, 1,93 metros de largura e 2,784 metros de entre-eixos, o novo C5 Aircross cresce de maneira relevante em relação ao anterior. Na prática, o ganho se traduz em mais espaço para quem vai atrás e em um porta-malas que segue com 651 litros, chegando a 1985 litros com os bancos rebatidos.

Design e dimensões

A mudança estrutural também aparece no visual, que deixa para trás os traços mais arredondados da geração passada. A dianteira fica mais alta, vertical e marcada, com uma assinatura de luz em três pontos que aproxima o SUV da identidade mais recente da Citroën.

As proporções ficam mais bem resolvidas, com um acréscimo de 160 mm no comprimento e de 60 mm no entre-eixos na comparação com o modelo anterior. Esse crescimento vai além da estética: ele melhora a habitabilidade e influencia diretamente o uso no dia a dia, especialmente para quem costuma levar passageiros na segunda fileira.

A opção de rodas de até 20 polegadas aumenta a presença na estrada, embora a proposta siga priorizando praticidade, e não um apelo apenas visual.

O que muda no novo Citroën C5 Aircross?

A transformação mais importante está na plataforma. Ao migrar para a STLA Medium, o C5 Aircross passa a oferecer, pela primeira vez, uma versão 100% elétrica - algo inexistente na geração anterior.

Essa troca também vem acompanhada de uma reestruturação completa da linha. Em Portugal, o modelo começa com o híbrido de 145 cv, passa a incluir um elétrico de 213 cv e conta com um híbrido plug-in de 225 cv, além de já estar confirmada a chegada de uma opção elétrica com maior autonomia.

Com dimensões maiores, há um ganho concreto de espaço interno, enquanto a cabine adota uma organização mais digital. Não se trata de uma evolução pontual: é uma mudança de base, que altera diretamente a experiência de uso.

Interior e tecnologia

A cabine é um dos pontos em que a evolução fica mais clara. Em toda a linha, há painel de instrumentos digital de 10″ e uma tela central vertical de 13″, que passa a concentrar a maior parte das funções do veículo.

Com efeito “cascata”, essa tela reúne Apple CarPlay e Android Auto sem fio, conexão Bluetooth com dois dispositivos ao mesmo tempo, rádio digital DAB+ e serviços conectados. Nas versões mais completas, entram navegação 3D e um sistema de reconhecimento de voz natural com integração do ChatGPT, o que deixa a interação com o sistema mais direta.

Mesmo com mais recursos na central, a cabine segue uma lógica funcional, mantendo botões físicos para itens essenciais, como o ar-condicionado. O que muda entre versões aparece principalmente no conforto e no acabamento percebido: os bancos Advanced Comfort surgem com diferentes configurações e ajustes, incluindo alternativas elétricas, aquecimento, ventilação e função de massagem nas versões superiores.

Motores e autonomia/consumos

A oferta em Portugal começa com três alternativas bem definidas. O híbrido de 145 cv combina um motor 1.2 turbo de três cilindros com 136 cv e um motor elétrico de 28 cv integrado ao câmbio automático de dupla embreagem com seis marchas (a potência máxima combinada é de 145 cv). A bateria tem 0,88 kWh de capacidade total e ajuda a reduzir o consumo no uso urbano, com autonomia combinada superior a 950 km.

No topo inicial da gama está o Citroën ë-C5 Aircross elétrico de 213 cv (157 kW). Ele usa uma bateria com 73,7 kWh úteis e promete autonomia entre 498 e 520 km no ciclo WLTP, com consumo declarado entre 13,2 e 13,8 kWh/100 km. Em corrente alternada, o carregamento chega a 11 kW; em corrente contínua, pode atingir 160 kW, permitindo recarregar de 20% a 80% em cerca de 30 minutos.

Já o híbrido plug-in de 225 cv, com bateria de 21,5 kWh, entrega autonomia elétrica próxima de 100 km. Para uma fase posterior, está confirmada uma versão elétrica de 230 cv com bateria maior (96,9 kWh) e autonomia de até 680 km (ciclo combinado WLTP).

Equipamento e versões

A linha é dividida em quatro níveis de acabamento: You, Plus, Business e Max. O que separa cada um deles não é apenas detalhe; muda também o tipo de uso que cada configuração atende melhor.

A versão You é a porta de entrada e traz o pacote essencial de segurança, conectividade e conforto. A Plus eleva o bem-estar a bordo e entrega uma apresentação interna mais caprichada. A Business, voltada a clientes profissionais, mantém uma base próxima da Plus, mas prioriza itens mais relevantes para uso intensivo.

A Max é a configuração mais completa e concentra os recursos mais avançados, como navegação 3D, comando de voz com ChatGPT, sistema de câmeras 360º e faróis Citroën Matrix LED.

Independentemente da versão, todas têm suspensão Advanced Comfort com batentes hidráulicos progressivos, sistema multimídia com tela de 13″ e um pacote básico de assistências à condução.

Para quem é este modelo?

O novo Citroën C5 Aircross atende bem quem procura um SUV familiar e quer escolher a motorização de acordo com a rotina.

O híbrido de 145 cv é a alternativa mais simples, indicada para quem não quer depender de recargas e dá prioridade à autonomia total. O híbrido plug-in funciona como um meio-termo para quem consegue rodar no modo elétrico no dia a dia, mas ainda precisa de liberdade total nas viagens. Já o elétrico tende a ser a melhor opção para quem tem uma rotina previsível e busca reduzir custos de uso, mantendo autonomia suficiente para deslocamentos mais longos.

Preços em Portugal

Em Portugal, os preços partem de 30 490 euros para o Citroën C5 Aircross Híbrido 145 cv You, sobem para 33 590 euros na versão Plus, 37 590 euros na Business e 36 590 euros na Max (com campanha do mês válida para cliente particular).

O C5 Aircross Híbrido Plug-in começa em 39 000 euros no acabamento Plus, vai a 41 500 euros no Business e chega a 42 000 euros no nível Max (com campanha do mês válida para cliente particular).

No ë-C5 Aircross Elétrico 210 cv, os valores partem de 39 190 euros na versão You, passam para 42 290 euros na Plus, 44 790 euros na Business e 45 290 euros na Max (com campanha do mês válida para cliente particular).

A Citroën oferece garantia básica de três anos, com possibilidade de extensão para até oito anos ou 160 000 km pelo programa Citroën We Care, desde que as revisões sejam feitas na rede autorizada. Nos modelos elétricos, a bateria tem cobertura de oito anos ou 160 000 km.


*Observação: os preços e a organização de versões citados referem-se ao mercado de Portugal, conforme apresentado no texto-fonte.

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