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Táxi-robô da Xpeng sem LiDAR mira operação totalmente autônoma em 2027

Carro elétrico branco modelo XPENG 2027 estacionado em área urbana moderna com fachada de vidro.

A indústria automobilística já não depende apenas de fabricar carros. As montadoras vêm direcionando cada vez mais investimentos para áreas como software e inteligência artificial, e os táxis-robô se tornaram um eixo importante dessa virada.

Embora a regulamentação da condução autônoma ainda esteja em estágios diferentes de aprovação ao redor do mundo, diversos fabricantes enxergam essa tecnologia como uma das próximas grandes transformações do setor - e a Xpeng está entre eles.

Com isso, a marca chinesa passa a integrar o grupo de empresas que avançaram para a produção de táxis-robô, no qual também aparecem nomes como a Tesla. A diferença é que o modelo da Xpeng abriu mão de um componente que rivais tratam como essencial.

Sem LiDAR

O táxi-robô da Xpeng se destaca por apostar em uma arquitetura baseada apenas em visão computacional, deixando de lado o LiDAR e também os mapas de alta definição.

No lugar dessa abordagem, o veículo autônomo utiliza o modelo VLA 2.0 - tecnologia que a Razão Automóvel já colocou à prova nas ruas de Pequim e sobre a qual você poderá ver mais detalhes em breve no nosso canal do YouTube.

Desenvolvido internamente, o sistema corta etapas intermediárias de processamento e baixa a latência de resposta para menos de 80 milissegundos. Segundo a montadora, esse caminho torna o conjunto mais flexível para diferentes cenários urbanos e facilita a escalabilidade para novos mercados.

Na prática, a Xpeng se junta a um número crescente de marcas que vêm abandonando soluções com LiDAR em favor de sensores e câmeras que, apoiados por inteligência artificial, entregam as mesmas funções - só que com custos menores.

Produção em série em Guangzhou e potência de IA

O início da produção em série ocorreu em Guangzhou, na China, e marca a primeira vez que uma montadora chinesa atinge esse patamar com um veículo desenvolvido integralmente com tecnologia própria. A bordo, quatro chips de inteligência artificial criados pela própria Xpeng garantem 3000 TOPS de capacidade computacional, um dos números mais altos do setor.

Experiência premium na cabine

Por dentro, o projeto foi pensado para oferecer uma experiência de transporte premium: bancos com função de gravidade zero, vidros com privacidade reforçada e telas traseiras de entretenimento, com controle por voz integrado.

Calendário ambicioso

No começo deste ano, a Xpeng obteve autorização para realizar testes em vias públicas com condução autônoma de nível L4 em Guangzhou. Em março, a empresa montou uma unidade de negócios voltada exclusivamente ao táxi-robô, encarregada de desenvolvimento, testes e operação comercial.

A marca pretende começar operações-piloto ainda no segundo semestre deste ano e chegar à operação totalmente autônoma - sem operador de segurança a bordo - no início de 2027.

Ecossistema de IA física e parcerias

Para acelerar a expansão do ecossistema, a Xpeng vai disponibilizar o SDK (kit de desenvolvimento) da sua plataforma para parceiros externos. A Amap, um dos principais aplicativos de navegação da China, é o primeiro parceiro global confirmado.

O táxi-robô não é um esforço isolado. Ele faz parte do ecossistema de inteligência artificial física da Xpeng e compartilha a mesma base tecnológica do robô humanoide IRON e do veículo de mobilidade aérea desenvolvido pela Aridge, empresa do mesmo grupo.

Com sensores e câmeras fazem o mesmo que faziam com o LiDAR e com menores custos.


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