A coluna “Antes do euro” da Razão Automóvel
“Antes do euro” é a nova coluna da Razão Automóvel. Nas próximas semanas, vamos voltar no calendário para lembrar como era o mercado automotivo português no fim de 2001, às vésperas da entrada em circulação da moeda única, em 1º de janeiro de 2002. Já se passaram 20 anos desde que Portugal adotou o euro.
Movidos pela curiosidade, fomos “vasculhar” a internet - e também muitas pilhas de revistas de automóveis daquela época… - para entender como os preços do setor automotivo mudaram ao longo dos últimos 20 anos.
Dos carros aos pedágios: o primeiro escolhido foi o Renault Clio
De automóveis a pedágios, sem deixar de lado outras curiosidades que vamos mostrar em breve. Para abrir a série, o modelo selecionado foi o: Renault Clio.
O Renault Clio no tempo dos escudos
Vamos começar por um dos “reis das tabelas de vendas” daquele período, em Portugal e no restante da Europa - um título que, de certa forma, ele ainda sustenta: o Renault Clio. Em 2002, o modelo estava na sua segunda geração (1998-2005).
No fim de 2001, antes de o euro ocupar de vez o lugar do escudo em Portugal, o Renault Clio 5P custava 2311 contos, o equivalente a 11 528 EUR na moeda atual.
Atualizando este valor à taxa de inflação, o valor real seria 15 800 Eur.
Hoje, o Clio mais barato que vocês conseguem comprar sai por 18 200 EUR. Além do aumento no valor, o que a gente ganhou nessas duas décadas de evolução do Renault Clio?
Uma revolução em duas décadas
Olhando para os números, não foi só o tempo que separou essas duas fases do Clio: entre elas há uma diferença de 2400 EUR. Foram 20 anos de crescimento - ele ficou 28 cm mais comprido e 15 cm mais largo - e também de “engorda” (880 kg contra 1028 kg), mudanças que resultaram em um carro mais seguro, melhor equipado e mais refinado.
Desempenho e motorizações de acesso do Renault Clio
Por outro lado, quando colocamos lado a lado as versões de entrada, o desempenho acabou sentindo o impacto: há mais de 2s de distância no 0-100 km/h (15s vs 17s). A potência, por si só, quase não explica isso - afinal, são apenas cinco cavalos de potência entre as motorizações de acesso das duas gerações (60 cv e 65 cv) -, mas o Clio atual tem mais 140 kg para “puxar”.
Não surpreende por isso que a motorização mais vendida no nosso país seja a 1.0 TCe de 90 cv.
Acompanhem a Razão Automóvel: nos próximos dias, vamos relembrar outros modelos e outros preços, nessa viagem até os tempos “antes do euro”. Mandem mais sugestões para: [email protected].
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