BBS e jantes caminham juntas desde praticamente o começo da empresa e, até hoje, a marca segue entre as mais reconhecidas no universo da personalização e do automobilismo.
As suas jantes equiparam alguns dos carros mais famosos do planeta - e algumas chegaram, inclusive, ao status de ícones -, ajudando a despertar a paixão de muitos entusiastas por certos modelos. Ainda assim, a trajetória por trás desse nome não é conhecida por todo mundo.
A origem da BBS (Baumgartner Brand Schiltach)
Criada em 1970 por Heinrich Baumgartner e Klaus Brand, em Schiltach - uma pequena aldeia alemã perto de Estugarda e da Floresta Negra -, a BBS (Baumgartner Brand Schiltach) não começou a sua história tendo as jantes como foco principal.
Desde o início, porém, o caminho da BBS esteve ligado aos carros: a empresa começou fabricando componentes em plástico e fibra de vidro voltados para modelos de competição. Não demorou para que os seus fundadores percebessem um potencial comercial maior no desenvolvimento e na produção de jantes e, a partir daí, redirecionassem o foco.
A reputação, no entanto, não seria construída nas ruas, mas sim nas pistas. Baumgartner enxergou cedo a dimensão que a competição automobilística poderia ter para a marca e, já em 1972, a BBS fornecia a sua inovadora jante de três peças para diversas equipes.
A proposta da jante tripartida combinava uma face feita em alumínio forjado com dois aros - um interno e outro externo -, que podiam ter medidas diferentes. Era uma solução que multiplicava as possibilidades de aplicação.
A modularidade desse conjunto virou uma vantagem clara: acertar a medida correta para cada carro, ou até para cada regulamento, se tornava muito mais simples. Soma-se a isso o destaque em leveza e rigidez quando comparada a alternativas da época.
Das pistas para a estrada
O desempenho e a aceitação da jante tripartida fizeram com que ela fosse rapidamente adotada por equipes de diferentes categorias e modalidades, espalhando pelo mundo o seu desenho - com o hoje icônico padrão em malha na face.
A credibilidade conquistada nas pistas encorajou a BBS a criar uma versão da sua jante de três peças para carros de rua. Assim, em 1983, nascia a icônica BBS RS, que parecia destinada ao sucesso desde o primeiro momento.
BBS RS: aplicação em carros de rua e opções de medida
A BBS RS foi escolhida por vários fabricantes para compor versões mais esportivas de alguns modelos. Entre eles, Audi, Porsche e Volkswagen.
Mesmo com essa presença em aplicações de fábrica, as BBS RS não eram exclusivas para montadoras. Qualquer pessoa podia comprá-las - embora o preço fosse bastante alto. Ao longo do tempo, as opções acompanharam a evolução do mercado: começaram em 14″ e chegaram a 18″, com diferentes larguras disponíveis.
No quesito acabamento, as combinações mais conhecidas eram o prateado e o dourado com aro cromado. Ainda assim, durante os 12 anos em que ficou em comercialização, surgiram várias edições especiais com outras tonalidades.
Escolha topo de gama
Apesar de acumular muitos acertos, passados mais de meio século desde a fundação, a BBS também atravessou fases difíceis - incluindo falência - e mudou de controle diversas vezes.
Hoje, com o apoio das suas principais subsidiárias no Japão e nos Estados Unidos, a BBS continua sendo uma das marcas de jantes mais conhecidas do mundo. A empresa alemã segue oferecendo modelos clássicos como a Super RS - uma releitura mais atual da RS original, porém mais resistente - e a LM, outro ícone do catálogo.
Além desses, permanecem disponíveis outros modelos para uso em estrada (com até 23″ de diâmetro e múltiplas cores) e para competição, com a BBS Japan fornecendo, por exemplo, a Fórmula 1.
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