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Ford E-Transit: a Transit 100% elétrica e o que esperar

Van elétrica branca Ford E-Transit estacionada em ambiente interno moderno com carregador ao fundo.

O lançamento da E-Transit é, provavelmente, o marco mais relevante na trajetória da Ford Transit desde a sua estreia, em 1965. No fim das contas, estamos falando da primeira Transit 100% elétrica - e ela antecipa o rumo que esse tipo de veículo deve seguir.

Além disso, os veículos comerciais na Europa terão, obrigatoriamente, de migrar para motorizações exclusivamente elétricas até 2035. E, mesmo que a Transit não seja o primeiro furgão 100% elétrico do mercado, ela é, sem dúvida, uma das novidades mais importantes por causa do peso que tem dentro do segmento.

Com chegada prevista às lojas ainda neste ano, Guilherme Costa já teve a chance de dirigir a Ford E-Transit em Lisboa e conta todos os detalhes sobre este (enorme) furgão elétrico.

E-Transit, a primeira 100% elétrica

A primeira Ford Transit 100% elétrica nasce diretamente da Transit a combustão que já conhecemos, embora traga mudanças determinantes por conta do conjunto mecânico específico.

Na E-Transit, o motor elétrico - com opções entre 135 kW (185 cv) e 198 kW (270 cv) e sempre com 430 Nm de torque máximo - não fica na dianteira como acontece nas Transit a combustão. Ele foi instalado atrás, no eixo traseiro (tração traseira), enquanto a bateria de 68 kWh vai posicionada entre os eixos, no piso da plataforma.

A linha terá 25 versões, distribuídas entre as configurações furgão, chassi-cabine simples e dupla, além de diferentes pesos brutos: 3500 kg, 3900 kg e 4250 kg.

Também haverá três comprimentos de carroceria, que resultam em volumes de carga útil distintos, de 9,5 m³ a 15,1 m³, além de capacidades de carga entre 1,02 t e 1,77 t no furgão e de 1,34 t a 2,09 t na versão chassi-cabine.

Vai muito longe?

Com 68 kWh de capacidade, a bateria entrega autonomia de até 308 km no ciclo combinado WLTP. A partir dos consumos que registramos durante o período em que a E-Transit esteve com a gente, chegamos a uma estimativa realista de 280 km por recarga.

Está longe de ser um número ruim - não é -, mas não tivemos como carregar a E-Transit para verificar de que maneira o peso adicional (carga) influenciaria os consumos e, naturalmente, a autonomia.

De todo modo, rapidamente fica claro que a nova Ford E-Transit é voltada, principalmente, para o uso urbano - com velocidade máxima limitada a 100 km/h, dificilmente ela é a escolha ideal para longas viagens em rodovia.

Ela pode, por outro lado, ser a alternativa certa para operações com rotas pré-definidas, em que grande autonomia não é um fator decisivo - lembramos abaixo alguns exemplos de cinco anos atrás, incluindo um que teve até apoio da Ford e que, com certeza, ajudou a orientar o desenvolvimento da nova E-Transit.

Quanto custa?

Aqui, a notícia não é das melhores. A Ford E-Transit deve ter preços a partir de 73 109 euros, bem acima dos 45 mil euros cobrados por uma versão equivalente a combustão.

Com isso, a estratégia da Ford se apoia no TCO, o Custo Total de Propriedade. A Ford Pro estima custos de manutenção e reparo 40% menores do que os da Transit a diesel, somando-se à redução na conta de combustível - ainda mais considerando o preço dos combustíveis hoje.

A Ford Pro também inclui um intervalo de revisões anual com quilometragem ilimitada, enquanto todo o sistema elétrico de alta tensão conta com garantia de oito anos ou 160 mil quilômetros, incluindo cobertura para degradação excessiva da bateria (abaixo de 70% da capacidade).


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