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Teste do Audi A3 Sportback 30 TFSI (110 cv) S line

Audi A3 30 TFSI branco exibido em showroom com design moderno e faróis de LED.

A versão 30 TFSI - ou, falando com mais rigor, o 1.0 turbo de três cilindros com 110 cv - carrega um peso considerável no Audi A3 Sportback.

No fim das contas, é ela que funciona como a “porta de entrada” da linha do hatch alemão. Por isso, precisa atender ao que quem mira as configurações mais acessíveis espera em termos de economia, sem comprometer o desempenho a ponto de arranhar o posicionamento premium do A3 Sportback.

Resta saber se esse tricilíndrico dá conta de “matar dois coelhos com uma cajadada só”. Ele entrega em um ponto e sacrifica o outro? Ou, tentando acertar em tudo, acaba não se destacando em nada? Só tem um jeito de responder: colocar o Audi A3 Sportback 30 TFSI à prova, aqui no nível de equipamento S line.

Qualidade acima de tudo

Basta entrar no Audi A3 Sportback para entender por que o compacto alemão segue como uma das referências do segmento quando o assunto é qualidade e sensação de solidez.

O acabamento combina materiais agradáveis ao toque e aos olhos, não aparecem ruídos parasitas e cada comando passa aquela impressão de robustez que parece sussurrar: “ei, não te preocupes que daqui por 20 anos ainda hei de funcionar“.

Além disso, a ergonomia está bem resolvida. Ao resistir à “tentação” de eliminar os botões físicos do ar-condicionado - como fizeram seus “primos” Volkswagen Golf e SEAT Leon -, o Audi A3 Sportback ficou bem mais amigável no uso diário.

No quesito espaço, mesmo sem ser o parâmetro do segmento (e sem crescimento de dimensões em relação ao antecessor), sobra lugar para levar quatro adultos com conforto. E o porta-malas de 380 litros não obriga a deixar bagagem para trás.

Só 110 cv? Não parecem

Preciso confessar: quando peguei este Audi A3 Sportback, eu não tinha certeza absoluta de todas as especificações mecânicas. Por isso, os primeiros quilômetros foram uma surpresa positiva.

De cara, chamou atenção a disposição do motor, a facilidade com que ele ganha giro e, principalmente, o bom “casamento” com o câmbio manual de seis marchas, que é preciso e agradável de usar.

Foi com alguma incredulidade que, ao checar os dados do carro testado, confirmei que eram “apenas” 110 cv. Sinceramente, há tempos eu não via 110 cv parecerem tão mais do que o número sugere.

É evidente que o 1.0 TFSI não transforma o A3 Sportback no “rei da autobahn” (nem dos semáforos), mas dá para andar em um ritmo mais alto do que muita gente imagina - sobretudo ao selecionar o modo “Dynamic”, que deixa o acelerador mais responsivo.

Eficaz, sempre

Na parte dinâmica, nem mesmo o conjunto traseiro mais simples desta versão “30” - com barra de torção no lugar do eixo traseiro independente multibraços usado nos “35” - faz o A3 Sportback passar vergonha.

Com direção direta e precisa, o Audi A3 Sportback se sai bem, exibindo um comportamento estável e previsível. Ele abre mão de um toque mais divertido em favor de uma eficiência agradável e teutônica. Já em rodovia, o destaque vai para a estabilidade e o bom nível de isolamento acústico.

E, falando de consumo, o pequeno tricilíndrico não decepciona. Depois de muitas centenas de quilômetros entre rodovia e cidade - e sem qualquer obsessão por recordes - registrei média de 5,8 l/100 km.

S line vale a pena?

Considerando que estamos diante da opção menos potente da gama, é natural que alguns se perguntem se faz sentido escolher o pacote S line.

Na prática, ele tira o A3 Sportback daquela sobriedade mais discreta e entrega um visual mais marcante. E, ao adicionar o opcional Pacote Interior S line (1635 euros), você recebe, entre outros itens, bancos esportivos que além de bonitos, seguram bem o corpo nas curvas sem deixar de ser confortáveis.

É o carro certo para mim?

O Audi A3 Sportback reúne muitas qualidades e, se o 1.0 de 110 cv do 30 TFSI pode gerar dúvida sobre ser “suficiente” para a maioria das necessidades, dá para dizer que o receio é exagerado.

Claro que ele não compete com o 35 TFSI (1.5 turbo de 150 cv) em desempenho, mas o equilíbrio que encontra entre prestações e consumo é bem interessante. E, no uso normal, dificilmente você terá a sensação de que “falta motor”.

Para completar, a diferença de preço entre as duas motorizações pode virar orçamento para incluir mais alguns (dos muitos) opcionais no 30 TFSI. E, escolhendo este motor, você economiza não só na compra do A3 Sportback - que está longe de ser barato: o preço-base começa em 32 mil euros, mas com os opcionais do nosso carro, chega a 40 mil euros - como também no valor do IPVA.


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