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Dacia Manifesto: protótipo aventureiro com soluções simples e sustentáveis

Carro elétrico verde estacionado em ambiente interno moderno com porta-malas aberto e bancos suspensos na parede.

O Dacia Manifesto chama atenção primeiro pelo visual - uma espécie de “cruzamento” entre um buggy e um veículo lunar -, mas o que realmente importa aqui são as soluções que ele apresenta.

Um “laboratório vivo” para ideias da Dacia

Definido como um “laboratório vivo”, o Manifesto não serve para antecipar nenhum carro de produção. Não: o sucessor do Spring em 2024 não terá qualquer relação com isto - a proposta é funcionar como uma vitrine de soluções que a Dacia quer levar, mais adiante, aos seus próximos modelos.

De acordo com o CEO da Dacia, Denis Le Vot, o Manifesto conversa com o objetivo da marca de “deixar de ser uma marca simples e acessível para se tornar uma mais desejável e atraente, com carros do jeito que as pessoas querem”.

Simples, aventureiro e sustentável

Pensado especificamente para uso em aventuras, o Dacia Manifesto aposta na simplicidade e na versatilidade como pilares. Para isso, o protótipo abre mão de itens básicos: não há portas, nem janelas - e nem mesmo para-brisa.

A filosofia minimalista aparece de forma ainda mais clara na dianteira, onde existe apenas um farol. O detalhe mais interessante é que ele pode ser removido e usado como uma lanterna.

Logo acima desse farol único, fica a assinatura luminosa que incorpora o símbolo da marca romena - também iluminado.

Ainda dentro das soluções voltadas ao uso fora de estrada, o Dacia Manifesto traz barras de teto que podem ser instaladas em diferentes posições - nos moldes do que já vimos no Sandero -, mas é por dentro que surgem as ideias mais inusitadas.

Interior modular: bancos, materiais e “Bring Your Own Device”

Para começar, o revestimento dos bancos é removível e pode virar… um saco de dormir. Além disso, todo o interior é à prova d’água e utiliza materiais como cortiça e borracha - porém sem qualquer tela para o sistema de infoentretenimento.

Em vez disso, a Dacia aposta no conceito “Bring Your Own Device”: no lugar de uma tela fixa no Manifesto, a ideia é usar o próprio smartphone ou tablet. Há um espaço específico no painel para acomodar o dispositivo - e assim ele fica sempre atualizado, com os apps que de fato usamos.

“YouClip”: suporte universal que chega aos próximos modelos

Ainda no interior, o Dacia Manifesto estreia outra solução que deve aparecer em breve nos carros da marca romena: o “YouClip”. Na prática, trata-se de um suporte universal - pode funcionar como porta-copos ou para fixar um smartphone - e a estreia deve acontecer no novo Dacia Duster.

Leve e pronto para tudo

Construído com materiais leves e sustentáveis, o Dacia Manifesto recorre, por exemplo, ao novo tipo de plástico “Starkle”, que incorpora 20% de plástico reciclado. Na configuração mais pesada, equipada com motorização elétrica, ele pesa apenas 720 kg.

Isso acontece porque o Manifesto foi concebido como um veículo multienergia, como explicou o chefe de design avançado da Dacia, Romain Gauvin: ele pode receber motorizações a gasolina, GLP, híbridas ou elétricas.

É justamente na versão elétrica que este protótipo diferente traz um de seus “extras” mais interessantes: uma bateria removível, capaz de servir como fonte de energia em um acampamento ou até abastecer uma residência.

Com grande altura do solo, tração integral e pneus sem ar, o Dacia Manifesto reforça a proposta aventureira e segue a trilha aberta pelo Dacia Duster 4×4.

Mesmo sem a intenção de criar um modelo de produção baseado no Manifesto, a Dacia diz que este protótipo vai além de um exercício de marketing, e pretende continuar evoluindo o projeto ao longo do tempo - assim como as soluções que ele exibe.

O Manifesto tem presença confirmada no Salão de Paris 2022, evento em que a Razão Automóvel estará presente e no qual o Grupo Renault se prepara para assumir um protagonismo especial.

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