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Koenigsegg One:1 volta aos holofotes em leilão da RM Sotheby’s

Carro esportivo prateado com detalhes em carbono exibido em salão com iluminação branca.

Mais de dez anos depois de ter sido revelado ao mundo, o Koenigsegg One:1 volta a chamar a atenção. O motivo é simples: uma das apenas sete unidades do hipercarro sueco será oferecida em leilão, recolocando em evidência um dos projetos mais extremos já assinados pela marca - e o primeiro a adotar oficialmente a ideia de “megacar”.

Koenigsegg One:1 no leilão da RM Sotheby’s

A venda será conduzida pela RM Sotheby’s no dia 4 de julho, com uma estimativa que reforça o nível de raridade do modelo: entre 8 e 10 milhões de euros. Caso o valor se confirme, trata-se de um dos Koenigsegg mais caros de todos os tempos.

Chassi 7108: configuração e histórico do exemplar

O carro em questão é o chassi 7108, considerado um dos exemplares mais reconhecíveis do One:1. Ele foi entregue em 2015 por meio do importador alemão Esser Automotive e registra apenas 4233 km no hodômetro.

No visual externo, a unidade se diferencia por uma combinação bem particular: fibra de carbono exposta contrastando com detalhes em China Pink aplicados em diversos componentes aerodinâmicos. Na cabine, a mesma proposta se repete, com couro e Alcantara pretos acompanhados por costuras e acabamentos em rosa.

Além do automóvel, o próximo dono também terá acesso ao Ghost Squadron, a comunidade privada de clientes da Koenigsegg, conhecida por eventos exclusivos e experiências diretamente conectadas à marca.

O primeiro “megacar” da história

Ainda que o leilão destaque um exemplar específico, o Koenigsegg One:1 vai muito além dele. Quando estreou no Salão de Genebra de 2014, marcou uma virada no setor ao se tornar o primeiro automóvel a reivindicar oficialmente o título de “megacar” - ou seja, o primeiro carro com potência homologada de 1 Megawatt.

A proposta era direta, embora complexa de viabilizar: alcançar uma relação de 1:1 entre potência e peso. Na prática, isso significou um V8 5.0 biturbo com cerca de 1379 cv, combinado a um peso extremamente baixo, seguindo uma filosofia de engenharia focada na eficiência global do conjunto.

Mesmo hoje, o projeto segue entre os mais impressionantes da indústria. Os números divulgados na época o colocavam em um território quase inalcançável - 0 aos 400 km/h em cerca de 20 segundos e 440 km/h de velocidade máxima - marcas que continuam servindo como referência no universo dos hipercarros.

Soluções técnicas que fizeram o One:1 diferente

Mas o One:1 não se resumiu a desempenho em linha reta. A suspensão Triplex, a aerodinâmica ativa, as rodas em fibra de carbono, os turbocompressores de geometria variável e a transmissão de dupla embreagem de sete velocidades deixavam claro que não se tratava de um hipercarro como os demais.

Por isso, atualmente, cada unidade do One:1 representa não só um hipercarro raríssimo, como também um ponto importante na evolução da engenharia automotiva contemporânea.

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