Pular para o conteúdo

Rivian reforça aposta em assistente de voz com IA e dispensa botões físicos, enquanto Volkswagen recua

SUV elétrico verde com teto preto em showroom moderno e iluminação natural.

Enquanto sua parceira Volkswagen começa a voltar atrás na aposta em telas sensíveis ao toque e a resgatar botões físicos, a Rivian escolhe exatamente o caminho inverso - alinhada a fabricantes como a Mazda ao defender interiores praticamente sem botões.

Assistente de voz com IA no centro da estratégia da Rivian

A marca norte-americana não pretende retomar os comandos físicos tradicionais e sustenta que eles estão cada vez mais ligados ao passado. O pilar dessa visão é um novo assistente de voz baseado em inteligência artificial (IA), pensado para se tornar a principal ponte de interação entre o motorista e o carro.

Em entrevista ao The Verge, Wassym Bensaid, diretor de software da Rivian e co-CEO da joint venture com o Grupo Volkswagen, foi direto ao afirmar que a voz deve assumir o protagonismo total dentro do veículo.

“Eu acho que estamos prestes a testemunhar algo realmente grandioso, disse. “Os botões podem existir, mas não devem ser a principal forma de interação com o carro. A voz permite fazer mais do que uma função isolada e evita que o condutor tenha de navegar por múltiplos menus”.

“Pensem bem: estamos a conduzir, concentrados na estrada. Em teoria, a principal interface de interação com o carro deveria ser a voz”, concluiu.

Volante assume protagonismo

No novo ecossistema digital da Rivian, a mensagem é objetiva: menos dependência de menus e uma interação mais natural. Essa orientação já aparece nos veículos da marca.

Tanto o R1 quanto o novo R2 praticamente não trazem botões físicos tradicionais. No R2, inclusive, até o controle do ar-condicionado deixa de ter comandos dedicados no painel e passa a ser ajustado pelos botões rotativos no volante - uma solução intermediária que reduz a necessidade de percorrer inúmeras telas, sem recorrer aos botões convencionais.

“Não é necessário navegar por menus no ecrã para ajustar funções específicas. Um bom comando de voz pode resolver a questão, permitindo falar com o carro como se fosse uma pessoa e elevar a experiência global de utilização para outro nível”, acrescentou Bensaid.

Sistema Android e integração total sem Android Auto e Apple CarPlay

A Rivian vai além ao argumentar que a baixa adesão a assistentes de voz até aqui não é responsabilidade dos usuários, e sim da tecnologia - que, segundo a empresa, ainda é limitada. A proposta atual se apoia em um sistema de infoentretenimento baseado em Android, desenvolvido internamente e sem Android Auto ou Apple CarPlay, justamente para garantir a integração completa do assistente.

Na prática, a fabricante diz buscar uma conversa mais natural e menos “robotizada”. Em vez de ordens diretas como “abrir o porta-malas dianteiro (frunk)”, a ideia é que o sistema compreenda linguagem cotidiana - algo como “tenho uma mala para colocar na frente” - e execute a ação correspondente.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário