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Ferrari 250 GTO #3729 “Bianco Speciale” vai a leilão na Mecum Auctions em 2026

Carro esportivo clássico branco Ferrari Bianco GTO exposto em ambiente interno sofisticado.

A Ferrari produziu somente 36 exemplares do lendário 250 GTO no começo dos anos 60. Por ser extremamente raro e por ter construído fama nas pistas, ele se tornou não apenas o Ferrari mais cobiçado de todos, como também um dos automóveis mais valiosos do planeta.

O carro que agora vai a leilão, porém, traz um detalhe que o separa dos outros 35 e pode torná-lo ainda mais especial. Este Ferrari 250 GTO de chassi #3729 foi o único a deixar Maranello com a carroceria pintada de branco - ou, em termos oficiais, “Bianco Speciale”.

Essa particularidade, somada ao seu histórico esportivo, pode colocá-lo no topo entre os Ferrari mais caros de todos os tempos. Vale lembrar que o último 250 GTO vendido em leilão, em 2023, foi arrematado por 51,705 milhões de dólares (48,247 milhões de euros na época), valor que segue como o mais alto já registrado em leilão.

O único Ferrari 250 GTO #3729 em “Bianco Speciale”

O que torna este exemplar ainda mais singular é que a cor branca foge completamente ao padrão tradicional do modelo. A exclusividade da pintura “Bianco Speciale”, aplicada ainda na fábrica, é um elemento raro que pode pesar diretamente na avaliação final quando ele cruzar o martelo.

Sempre ligado à competição

Este 250 GTO tem o volante à direita e uma trajetória intimamente conectada ao automobilismo britânico. Entre 1962 e 1964, ele disputou diversas provas em pistas históricas como Brands Hatch, Goodwood e Silverstone.

Ao longo desse período, passou pelas mãos de pilotos como Graham Hill e enfrentou rivais como o Shelby Cobra Daytona, entre outros. Ainda assim, a linha do tempo deste carro começa com John Coombs, dono de uma das equipes de competição mais respeitadas do Reino Unido.

Mesmo sendo fiel à Jaguar (e também comerciante da marca), Coombs conseguiu persuadir a Ferrari a abrir exceção a uma “regra de ouro”: pintar um 250 GTO de branco, e não de vermelho, como mandava a tradição. De que forma isso aconteceu não é totalmente certo, mas, de acordo com a casa de leilões Mecum Auctions, tudo indica que a mudança só foi viável com a participação de Alfredo Reali, que fazia a ponte entre a Ferrari e clientes com pedidos especialmente sensíveis e fora do comum.

O motivo de Coombs para comprar um Ferrari 250 GTO também tinha outro objetivo: «provocar» a Jaguar para que acelerasse a evolução do E-Type Lightweight e o deixasse mais competitivo frente ao Ferrari. De maneira curiosa, mais tarde o E-Type acabaria correndo na equipe de Coombs, lado a lado com o Ferrari.

Em 1963, o “Bianco Speciale” passou para o piloto Jack Sears, que competiu com o carro e permaneceu com ele até 1999. Nesse ano, o modelo foi vendido a Jon Shirley, conhecido colecionador e ex-executivo da Microsoft, que bancou uma restauração completa com certificação Ferrari Classiche, incluindo um motor construído do zero.

Nos anos seguintes, o 250 GTO participou de diversos eventos e corridas dedicados a modelos históricos, sempre em impecável estado de conservação. Agora, ele volta ao centro das atenções e ficará em exposição na Monterey Car Week, entre 14 e 16 de agosto.

Exposição na Monterey Car Week e leilão na Mecum Auctions

Apesar de ser exibido em agosto, o leilão em si só acontecerá em 2026, entre 6 e 18 de janeiro, em Kissimmee, na Flórida. Para quem quiser ver todos os detalhes, o lote está disponível na página da Mecum Auctions.

Este Ferrari 250 GTO pode bater recordes

O preço final ainda é uma incógnita, mas os números mais recentes dão a dimensão do que está em jogo. Como já mencionado, o último 250 GTO foi arrematado por mais de 48 milhões de euros e, até hoje, permanece como o mais caro já vendido em leilão - e sem a exclusividade de uma pintura branca.

Com essa combinação de histórico, raridade e pedigree, não seria surpreendente se o “Bianco Speciale” viesse a se tornar o Ferrari mais caro já vendido em leilão.

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