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PS volta a defender descida do IVA dos combustíveis e João Torres quer ouvir petrolíferas no parlamento

Homem vestido formalmente fazendo discurso em púlpito de madeira com microfone em área externa.

Os combustíveis em Portugal devem ficar mais caros novamente na próxima semana: a previsão é de alta média de 10 centavos por litro no diesel (gasóleo simples) e de 6,5 centavos na gasolina 95, já a partir de segunda-feira.

PS volta a defender a descida do IVA dos combustíveis

Diante desse cenário, o PS voltou a sustentar a redução do IVA dos combustíveis. O vice-presidente da bancada socialista, João Torres, afirmou no Porto que para segunda-feira é esperado "um novo aumento muito significativo do preço dos combustíveis" e cobrou do Governo a diminuição do imposto sobre o consumo (IVA) dos combustíveis de 23% para 13% - proposta que o executivo PSD/CDS-PP tem recusado colocar em prática.

Segundo o deputado, "É uma medida absolutamente necessária para que o Estado dê um sinal de apoio neste momento de maior dificuldade". Na mesma linha, reforçou que "é nos momentos de maior dificuldade que o Estado deve estar disponível para apoiar as famílias e as empresas".

Audição no parlamento com petrolíferas e retalhistas

Na coletiva de imprensa, João Torres informou que pretende propor, na Assembleia da República, a audição das "associações que representam os retalhistas de combustível e as empresas petrolíferas, para que também em sede parlamentar possam partilhar aquela que é a sua visão e as suas preocupações sobre o momento" dos preços.

Críticas ao Governo e medidas defendidas pelo PS

O vice-presidente do grupo parlamentar do PS acusou o Governo de demonstrar "uma enorme insensibilidade para com os impactos desta crise" e de "encarar esta crise como uma oportunidade fiscal".

Ao citar números do início do ano, disse que, no primeiro trimestre, "os portugueses pagaram mais 36 milhões de euros de Imposto sobre os Produtos Petrolíferos", valor que, segundo ele, "corresponde ao dobro do aumento médio da receita fiscal".

Para o dirigente socialista, "Esta teimosia do Governo só vem comprovar que aquilo que o Estado está a fazer é, por via das opções políticas da Aliança Democrática, aproveitar esta crise para robustecer os cofres do Estado".

João Torres também criticou o fato de o executivo ter "ignorado sucessivamente as propostas desde logo que o Partido Socialista tem vindo a apresentar", avaliando que elas são "razoáveis e sensatas".

IVA zero no cabaz alimentar e medidas já testadas

Além da descida do IVA dos combustíveis, o integrante do Secretariado Nacional do PS voltou a insistir em outra iniciativa defendida pelo partido: o IVA zero do cabaz alimentar.

Na avaliação dele, o Governo pode "trabalhar com medidas que foram testadas e que comprovaram no passado".

"[Quer] a descida do IVA dos combustíveis para a taxa intermédia, quer o IVA zero para um cabaz de produtos alimentares são medidas que já provaram no passado. E esse é um património do país, não é um património de nenhum Governo", declarou, argumentando ainda que "o Governo pode e deve seguir a receita que já foi aplicada, de forma bem-sucedida no passado".

Por fim, João Torres pediu ao executivo chefiado por Luís Montenegro que "compreenda que o agravamento desta crise vai obrigar a tomar mais e novas medidas".

"Se recusou medidas no passado, seria de enorme sensatez que voltasse a avaliar essas mesmas medidas", disse, alertando que o custo de vida "está a atingir níveis insuportáveis".

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