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Navantia no Programa Luleå: fragatas ALFA 4000 para a Armada Sueca a partir de 2030

Dois militares observam o navio ALF 4 atracado, com capacete e plantas na mesa à frente, ao pôr do sol.

Proposta da Navantia para o Programa Luleå

No contexto do Programa Luleå, a Navantia planeja entregar duas fragatas ALFA 4000 em 2030 como parte da proposta apresentada à Armada Sueca, numa iniciativa que prevê a compra de quatro navios. A empresa espanhola coloca a ALFA 4000 como uma alternativa alinhada aos requisitos operacionais da Suécia, com foco em capacidades abrangentes e no cumprimento de prazos.

Enquanto aguarda a decisão do governo sueco, a companhia ressalta que a fragata ALFA 4000 pode ser configurada de forma ajustada às necessidades da Marinha Sueca, acompanhada por um modelo de apoio contínuo ao longo de todo o ciclo de vida do navio.

Cronograma industrial, cooperação e apoio de governo

Na proposta, a Navantia destaca a previsão de entregar duas fragatas em 2030 e as duas restantes em 2031, ponto que a empresa apresenta como um diferencial em relação a outros concorrentes. Segundo a companhia, esse planejamento pressupõe compromisso industrial sustentado e flexibilidade para acomodar exigências específicas do programa.

Esse conceito de suporte inclui a cooperação com a indústria local, com o objetivo de assegurar a operatividade e a manutenção das unidades no longo prazo.

Nesse sentido, a empresa enfatiza sua experiência anterior de trabalho conjunto com a Saab na integração de sistemas, o que reforça o argumento de colaboração com o setor industrial sueco. Além disso, menciona o apoio do governo da Espanha e da Marinha Espanhola para garantir a formação das tripulações, elemento considerado essencial para a entrada em serviço das unidades.

Características técnicas das fragatas ALFA 4000

As fragatas ALFA 4000 têm 120 metros de comprimento total, 16,2 metros de boca e deslocamento de 4.300 toneladas em plena carga. Foram projetadas para superar 27 nós (aprox. 50 km/h) e possuem alcance de 4.500 milhas náuticas a 15 nós (aprox. 8.334 km a 28 km/h), adotando propulsão diesel-diesel (CODAD) com assistência elétrica via PTI/PTO.

Na aviação embarcada, os navios contam com capacidade para operar helicópteros NH-90 ou SH-60, incluindo convoo, hangar e sistema de movimentação ASIST. Essa integração amplia o espectro de emprego da plataforma em diferentes cenários, sobretudo em missões de vigilância e de combate antisubmarino.

Capacidades de combate e sistemas de missão

Na guerra antiaérea, as fragatas incorporam radares e sistemas de apoio eletrônico (ESM/ECM) para detectar, classificar e responder a ameaças aéreas, além de um sistema de lançamento vertical (VLS) para mísseis superfície-ar. Complementam o conjunto sistemas de artilharia de 57/40 mm voltados à defesa de ponto.

Para a guerra de superfície, o projeto prevê o emprego de mísseis antinavio de longo alcance RBS15, além de um canhão principal de 57 mm e estações de armas com operação remota para autodefesa a curta distância. Já na guerra antisubmarina, a plataforma reúne baixa assinatura acústica, sonar de casco e sonar rebocado ativo/passivo, somados a sistemas de torpedos e à integração do helicóptero ao sistema de combate.

Como referência recente, em janeiro de 2026 a Navantia apresentou em Estocolmo suas capacidades de projeto, construção e suporte logístico para navios de combate, dentro do contexto do Programa Luleå. A apresentação ocorreu durante a visita da fragata F-102 Almirante Juan de Borbón, da Marinha Espanhola, que atuava como navio-capitânia do Grupo Marítimo Permanente da OTAN 1 (SNMG-1), uma das forças navais desdobradas no norte da Europa.

Imagens obtidas da Navantia.

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