Pular para o conteúdo

Renault planeja cortar 15% dos engenheiros e muda estratégia

Carro esportivo elétrico cinza prata Renault Next em exposição interna com luzes de LED acesas.

Um plano de cortes de vagas que vem junto de uma mudança de rumo.

A notícia é um baque para o emprego na Renault - e, sobretudo, para os funcionários diretamente afetados. A montadora francesa pretende eliminar um grande número de posições em seus centros de engenharia ao redor do mundo.

Impacto nos centros de engenharia da Renault

Segundo informações do Ouest-France, a empresa deve reduzir 15% dos cargos de engenheiros globalmente, dentro de um contingente estimado entre 11.000 e 12.000 pessoas. Na prática, isso representaria de 1.600 a 2.400 trabalhadores.

De acordo com o jornal, a implementação ocorreria ao longo de dois anos. As regras detalhadas por país ainda não foram divulgadas e devem começar a ser esclarecidas a partir de junho. O Ouest-France também afirma que as unidades francesas da Renault estão incluídas na medida. Fontes internas ouvidas pelo diário temem que a reorganização afete o funcionamento dos centros da Renault na região parisiense, especialmente os que coordenam e dão suporte aos demais polos de P&D.

Uma nova estratégia

O Ouest-France também relata as justificativas apresentadas pela direção da Renault para os cortes. A empresa menciona “uma intensificação da concorrência sem precedentes”, em especial por causa “da chegada de novos atores, em particular chineses”. Além disso, dentro desse plano, o grupo pretende permitir que os centros de engenharia sediados fora da França desenvolvam novos modelos de automóveis com mais autonomia.

Contexto social e cortes em funções de suporte

Essa reorganização ocorre em um momento socialmente delicado para a Renault. Em outubro do ano passado, o L’Informé informou que a montadora considerava reduzir entre 15 e 20% do quadro de funcionários, sobretudo nas áreas de suporte. A direção, porém, negou esse percentual e afirmou que fazia “reflexões diante das incertezas do mercado”.

Agilidade, Twingo elétrica e a cadeia industrial

Vale notar que os executivos do grupo agora defendem uma espécie de agilidade em nível global. Um exemplo citado é a nova Twingo elétrica, vendida por menos de 20.000 euros na França - valor que pode cair para 14.000 euros com os bônus do governo.

A marca desenvolveu esse compacto na China, e o modelo ficou pronto em apenas dois anos, ou seja, duas vezes mais rápido do que em outros projetos. Produzida na Eslovênia, a Twingo elétrica usa uma bateria chinesa da CATL, líder mundial do setor. Mais detalhes sobre o tema estão no nosso artigo anterior.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário