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Volkswagen apresenta “Accelerate Forward | Road to 6.5” para ganhar 10 bilhões de euros e chegar a 6,5% até 2026

Carro elétrico Volkswagen cinza em exposição, com tela digital e estação de recarga ao fundo.

A Volkswagen colocou em marcha o programa “Accelerate Forward | Road to 6.5”, criado para elevar o desempenho da marca e aumentar sua rentabilidade.

Programa “Accelerate Forward | Road to 6.5” e metas de margem da Volkswagen

Na prática, a meta é ampliar os resultados em 10 bilhões de euros e atingir uma margem de lucro de 6,5% até 2026. Segundo a marca, isso abre espaço para novos investimentos em tecnologia e, ao mesmo tempo, ajuda a preservar empregos. No primeiro trimestre deste ano, a margem ficou em 3,0%.

Ao apresentar o plano, Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen, descreveu algumas das ações previstas para chegar a esses números.

Simplificação do portfólio: modelos de volume, fim do Volkswagen Arteon e menos variantes

Uma das frentes passa por concentrar esforços nos modelos de maior volume - movimento que, na prática, acelera a saída de cena de alguns veículos. E o Volkswagen Arteon está entre os modelos dos quais a marca vai se despedir.

Schäfer também afirmou que, para os carros que permanecerem no portfólio, haverá uma redução no total de versões, com o objetivo de diminuir a complexidade. Como exemplo, citou o novo ID.7, que traz um número de configurações 99% inferior ao que o Golf 7 oferecia.

Essa racionalização - somada ao corte de modelos e variantes - deve permitir uma atenção renovada à evolução do produto e a melhores retornos das arquiteturas de componentes MQB (Modular Transverse Toolkit) e MEB (Modular Electric Drive Toolkit).

A otimização não se limita aos veículos: ela também deve atingir o modelo de vendas e a eliminação de diferentes processos burocráticos.

Otimização de modelos e marcas

No lado industrial, a Volkswagen quer aprofundar as sinergias com as demais marcas de volume do grupo - SEAT/CUPRA e Škoda -, além da Volkswagen Veículos Comerciais.

Isso se traduz em mais fábricas e plataformas multimarcas. A Volkswagen cita como exemplo os futuros elétricos mais acessíveis - Volkswagen ID. 2All, CUPRA Raval e um modelo da Škoda (ainda sem nome) -, que estão sendo desenvolvidos pela SEAT S.A. e serão fabricados em suas unidades na Espanha.

A montadora alemã também menciona as próximas gerações do Volkswagen Passat e do Škoda Superb. Nesse caso, o Passat será desenvolvido e produzido pela Škoda, parceria que deve representar uma «eficiência» de custos em torno de 600 milhões de euros ao longo do ciclo de vida dos dois modelos.

Há um novo departamento de gestão de projetos

Além de outras medidas estratégicas, o programa prevê, por exemplo, a otimização de processos administrativos e ganhos de eficiência nas etapas de desenvolvimento e industrialização de novos modelos.

O CEO da Volkswagen ressaltou ainda o peso da cooperação com os representantes dos funcionários para que o novo programa seja aplicado da melhor maneira.

Por isso, a empresa criou um novo departamento de gestão de projetos (PMO, Project Management Office), que ficará sob liderança de Stephan Wöllenstein. Em conjunto, essa «equipe» será responsável por definir os detalhes e as medidas específicas a serem implementadas, com previsão para outubro deste ano.

De forma geral, como aponta Thomas Schäfer, com o “Accelerate Forward | Road to 6.5” a Volkswagen busca reforçar a marca e assegurar sua sustentabilidade financeira.

Com isso, a companhia pretende investir no desenvolvimento de novos modelos e tecnologias, além de modernizar suas fábricas e ampliar a capacitação dos trabalhadores - sempre com o objetivo de garantir um futuro bem-sucedido para a Volkswagen.

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