Até alguns anos atrás, bastava viajar para a Espanha - ou simplesmente encontrar um carro registrado lá - para notar de imediato, pela placa, em que lugar do país o veículo tinha sido emplacado.
Isso acontecia porque o começo das matrículas espanholas trazia um código de província. Por exemplo, “M” indicava Madri, “B” correspondia a Barcelona e “SE” identificava Sevilha, entre muitas outras combinações.
Do código provincial ao esgotamento
No fim da década de 1990, porém, começou a surgir um problema: nas duas maiores cidades espanholas, Madri e Barcelona, as combinações disponíveis de placas com esses códigos provinciais estavam chegando ao limite.
As novas matrículas espanholas
A mudança foi oficializada em 16 de setembro de 2000, com base no Decreto Real 2822/1998. O novo sistema de matrículas espanholas não apenas deixou de usar os códigos de província como também, de forma curiosa, passou a impedir o uso das letras vogais (a, e, i, o, u).
O novo padrão de numeração
Antes dessa atualização, a placa era formada pelas letras do código provincial, quatro números e mais duas letras.
Com o modelo atual - o mesmo que vemos nas ruas hoje - o padrão passou a ser de quatro números seguidos de três letras.
Além das vogais, o anexo XVIII do Regulamento Geral de Veículos também determinou que as letras “Ñ” e “Q” não poderiam aparecer nas novas matrículas. Mas por que tantas restrições?
A razão da proibição
O próprio Decreto Real 2822/1998 explica de maneira simples por que as vogais, bem como “Ñ” e “Q”, foram vetadas nas placas.
A intenção foi impedir a formação de palavras ou siglas que pudessem soar ofensivas - ou ainda combinações que remetessem a marcas.
Por isso, ao encontrar um automóvel com matrícula da Espanha, não conte com a presença de vogais na placa - contudo, nem esta regra conseguiu evitar a chapas de matrícula com as letras B, M e W…
O que muda em Portugal
Essa lógica é parecida com a adotada em Portugal para o modelo mais recente de matrículas, que traz dois pares de letras separados por um par de algarismos.
Nesse caso, não se permite o uso simultâneo de vogais no fim do primeiro e do segundo grupo de letras, exceto quando um dos blocos repete uma vogal. A ideia é evitar combinações potencialmente constrangedoras, como RA-00-BO ou CO-00-CO, e até outras mais “inocentes”, como PA-00-TO ou BO-00-LA.
Fonte: DiarioMotor
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