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Pwn2Own: Synacktiv invade o Tesla Model 3 e leva prêmios

Carro elétrico branco Tesla Model 3 exibido em evento com pessoas e telas ao fundo.

O que é o concurso Pwn2Own

O Pwn2Own é uma competição anual que reúne equipes de especialistas em cibersegurança para encarar um objetivo bem direto: descobrir vulnerabilidades em sistemas e produtos. Em muitos casos, as empresas colocadas “na mira” participam como parceiras do evento, justamente porque o propósito é fortalecer a segurança e incentivar correções rápidas.

Synacktiv invade sistemas do Tesla Model 3

A equipe francesa Synacktiv conseguiu demonstrar, com sucesso, a invasão de diferentes sistemas do Tesla Model 3 nos dois níveis previstos pelo concurso.

Nível 1: controle de subsistemas e funções do carro

No primeiro nível, a meta era tomar o controle de funções ligadas a subsistemas do veículo, responsáveis tanto pela segurança quanto pela operação de diversos componentes. Na prática, isso viabilizou ações como abrir e fechar o capô do Tesla Model 3 mesmo com os sistemas funcionando como se o carro estivesse em movimento.

Os próprios hackers franceses chegaram a admitir que, durante o procedimento, havia até a possibilidade de assumir o controle total do carro.

Essa primeira etapa garantiu um prêmio em dinheiro de 100 mil dólares e um Tesla Model 3 novo (o carro da imagem abaixo é um Model S, mas o prêmio foi mesmo um Model 3).

Nível 2: invasão do infoentretenimento via Bluetooth

O segundo desafio era mais exigente: além de comprometer o sistema de infoentretenimento, era necessário cumprir as condições da prova. Ainda assim, o grupo também concluiu essa etapa com êxito.

A “porta de entrada” escolhida foi o módulo de bluetooth e, embora o organizador do evento tenha ressaltado que se trata de um componente externo, o acesso obtido por esse caminho permitiu chegar a funções bastante específicas.

Por terem superado essa segunda prova, os franceses receberam mais 250 mil dólares. Além dos sistemas do Tesla Model 3, o concurso também colocou em teste plataformas como Windows 11, Ubuntu e macOS.

Testes em ambiente simulado e apoio das fabricantes

Esse tipo de avaliação é relativamente comum, e a própria Tesla - assim como outras marcas - apoia a realização dessas iniciativas. A ideia é reduzir ao máximo a chance de que seus modelos sejam invadidos no mundo real.

A demonstração aconteceu em um ambiente de simulação com sistemas de um Tesla Model 3. Ou seja, por segurança, não foi usado um “carro real”.

Neste tweet, é possível ver o “cérebro” do Tesla Model 3 empregado na competição.

Prazo de 90 dias para correções

As empresas que viram seus sistemas comprometidos durante o concurso têm 90 dias para corrigir os problemas de segurança identificados, por meio de atualizações. Se isso não acontecer dentro do prazo, a organização tornará públicos os detalhes das falhas.


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