Pular para o conteúdo

Lancia Gamma volta 42 anos depois com missão mais difícil

Carro esportivo branco Gamma 2026 estacionado em showroom moderno com piso de concreto polido.

Entre 1978 e 1984, o Lancia Gamma carregou a responsabilidade de ser o “porta-estandarte” da marca italiana. Agora, 42 anos após ter saído de cena, o Gamma se prepara para voltar - só que com uma missão consideravelmente mais complexa.

Naquela época, o Lancia Gamma liderava uma gama completa de produtos de uma fabricante que tinha nas pistas e nos ralis sua maior vitrine. Hoje, o modelo chega para ocupar o topo de uma marca em pleno processo de reconstrução, que atualmente conta com apenas mais um carro no portfólio: o Ypsilon.

Retorno do Lancia Gamma em meio ao plano FaSTLAne 2030

Esse reaparecimento acontece justamente quando a Lancia viu o plano FaSTLAne 2030 reduzir (ainda mais) seu peso dentro do grupo. A marca passa a ser tratada como uma marca especializada, deixa de ter gestão independente e volta para a tutela da FIAT. Com isso, a ideia é maximizar sinergias e compartilhar equipes, cortando sobreposições e reduzindo duplicidades.

Ar de família

É nesse cenário de transformação profunda que o Gamma se mostra pela primeira vez de forma mais clara, depois de já ter aparecido tanto em fotos-espia quanto em alguns teaser.

Produzido em Melfi, Itália, ao lado dos “primos” DS Nº8, DS Nº7 e Jeep Compass, o novo Lancia Gamma utiliza a mesma plataforma STLA Medium desses modelos. Ainda assim, a silhueta de “SUV-Coupé” lembra a de outro parente próximo, o Peugeot 3008. No entanto, o Gamma é um pouco maior em todas as medidas: 4,67 m de comprimento, 1,89 m de largura e 1,66 m de altura.

No visual, o Lancia Gamma segue de perto o estilo inaugurado pelo conceito Pu+Ra HPE, com o tema do “cálice” reinterpretado como assinatura luminosa. Uma faixa de LED bem fina atravessa toda a dianteira, de lado a lado, passando pela área do capô, enquanto um elemento vertical central reforça a identidade do modelo. A mesma ideia aparece atrás, onde a iluminação em LED sustenta a simetria do conjunto.

Mas o foco dos designers não ficou só na aparência: o Gamma também evidencia um trabalho aerodinâmico cuidadoso. Na frente, há entradas de ar ativas, que só se abrem quando necessário para a gestão térmica. Nas laterais, ele traz os “controversos” puxadores dianteiros retráteis, enquanto os traseiros surgem integrados à carroceria.

Interior minimalista, couro e telas em destaque

Por dentro, e tomando como base a única imagem à qual tivemos acesso, a Lancia apostou em revestimentos de couro e em uma proposta minimalista, com as telas ganhando protagonismo. Mesmo assim, chama atenção a manutenção de alguns comandos físicos no console central.

Gamma eletrificado

Na parte de motorizações, a Lancia confirmou para o Gamma uma opção mild hybrid de 145 cv, com capacidade de superar os 1000 km de autonomia combinada, além de três versões elétricas: a de entrada, com 230 cv e 540 km de autonomia; a intermediária, com 245 cv e mais de 740 km prometidos; e a opção com tração integral, com 375 cv e cerca de 675 km de autonomia. São números que não se diferenciam dos equivalentes “primos” da Stellantis, já que todos recorrem aos mesmos conjuntos mecânicos.

Por enquanto, não foram divulgadas outras informações - nem sobre preços, nem sobre a data de lançamento do Gamma, o novo topo de linha da Lancia.


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário