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Fragata F-101 “Álvaro de Bazán” integra o Grupo de Combate Aeronaval do “Charles de Gaulle” na Operação “Orión 26”

Dois navios de guerra navegando próximos no mar durante o dia, com aviões na cobertura.

A fragata F-101 “Álvaro de Bazán”, da Armada Espanhola, passou a compor o Grupo de Combate Aeronaval do porta-aviões nuclear “Charles de Gaulle” (R-91). Essa força conduzirá, nos próximos meses, o desdobramento La Fayette 26 da Marinha Nacional francesa (Marine Nationale). A participação do navio espanhol seguirá até 18 de fevereiro, sob controle operacional do Comando de Operações.

Como eixo central desse desdobramento, a unidade espanhola integrará as atividades das Forças Armadas da França no âmbito da Operação “Orión 26”, prevista para ocorrer em águas do golfo da Biscaia, com projeção operacional para o Atlântico Norte e áreas do Ártico.

Integração em um grupo aeronaval multinacional

Ao longo do desdobramento, o grupo aeronaval atuará, em um primeiro momento, em águas do Mediterrâneo e, a partir dali, iniciará a navegação conjunta rumo ao Atlântico e ao mar Cantábrico. A formação reúne o porta-aviões Charles de Gaulle, diversas fragatas francesas e unidades navais aliadas - incluindo uma fragata italiana, uma holandesa e uma marroquina - além da “Álvaro de Bazán”.

Nesse cenário, a fragata espanhola contribuirá com suas capacidades operacionais em missões de segurança, vigilância e dissuasão marítima em áreas de interesse nacional, de aliados e da OTAN, dentro de um ambiente de operação combinada.

Preparação prévia e ciclo operativo

Antes de se incorporar ao grupo de combate aeronaval francês, a fragata “Álvaro de Bazán”, sob o comando do capitão de fragata Álvaro Zaragoza Ruiz e com uma tripulação de 205 militares, concluiu um período de manutenção programada nos estaleiros da Navantia, em Ferrol. Em seguida, realizou diferentes atividades de adestramento individual e coletivo no mar, com destaque para a participação no exercício MAR-26, conduzido pela 41ª Esquadrilha de Escoltas em águas do golfo de Cádis e do mar de Alborão.

O exercício ORION 26

Antes da integração da fragata espanhola, o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e seu grupo de escolta deixaram, no fim de janeiro, a base naval de Toulon para iniciar a participação na Operação Orion 26, considerada um dos principais exercícios de preparação operativa das Forças Armadas francesas.

A Operação ORION 26 foi concebida como um exercício interforças e interaliado, voltado a preparar as forças participantes para cenários de alta intensidade em ambientes complexos, disputados e multidomínio. Entre os objetivos estão o treinamento dos comandos para planejar e conduzir operações multidomínio em território europeu, o fortalecimento das cadeias logísticas e o reforço da coordenação interministerial.

Além disso, o exercício busca ampliar a interoperabilidade com aliados, especialmente com vistas à certificação do Exército do Ar e do Espaço (l’Armée de l’Air et de l’Espace) no contexto do alerta ARF 2026, bem como integrar e avaliar tecnologias como drones, inteligência artificial, guerra eletrônica, simulação avançada, interferência satelital e meteorologia espectral. Em etapas posteriores do desdobramento, está prevista a incorporação de uma força anfíbia, que completará o componente naval do exercício.

Imagens da Fragata Álvaro de Bazán obtidas do Estado-Maior da Defesa da Espanha.


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