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Volvo convoca recall de mais de 40 mil EX30 por risco de superaquecimento

Carro elétrico Volvo EX30 2025 na cor azul claro em ambiente interno moderno com piso de mármore.

A Volvo Cars está convocando para as oficinas mais de 40 mil unidades do EX30 após detectar um risco elevado de superaquecimento nas baterias. Ainda assim, a campanha não inclui veículos comercializados em Portugal.

Recall do Volvo EX30: países afetados

Segundo um porta-voz da marca, o recall não atinge a maior parte das unidades vendidas na Europa. No continente, a iniciativa fica restrita a um volume residual de carros no Reino Unido e na Suécia, sem efeito relevante nos demais mercados. Em Portugal, não há registro de unidades do Volvo EX30 sujeitas a esse recall. A maior parcela dos veículos envolvida está na América Latina e na Ásia.

Origem do problema nas baterias do EX30

O problema estaria ligado a baterias fabricadas pela Shandong Geely Sunwoda Power Battery Co, uma joint venture com apoio da Geely, que não teria produzido baterias destinadas ao mercado europeu. O fornecedor já teria corrigido a falha e vai disponibilizar novas células de bateria.

Orientação da Volvo até a substituição das baterias

Até que a troca seja feita, a Volvo orienta os proprietários a limitarem o carregamento a 70% como medida preventiva para reduzir o risco de incêndio.

De acordo com uma análise da Reuters, os custos associados ao recall podem chegar a 165 milhões de euros, sem incluir despesas de logística e de reparo. A Volvo ainda não informou números oficiais e afirma que as negociações com o fornecedor seguem em andamento.

Números da Volvo em 2025

Em 2025, a Volvo vendeu 332 226 automóveis no mundo. O EX30 respondeu por 48 844 unidades, uma queda de 37,2% em relação a 2024. Mesmo assim, permaneceu como o terceiro modelo mais vendido da marca, atrás do XC60 e do XC40 (fonte: Data Force).

Esse recall aparece em um momento especialmente delicado para a montadora, que colocou em prática recentemente um plano de reestruturação global. A medida incluiu a demissão de cerca de 3000 colaboradores e busca reduzir os custos em 18 mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 1,6 mil milhões de euros).


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