Pular para o conteúdo

Carros elétricos mais econômicos: consumo real vs WLTP

Carro elétrico branco estacionado em espaço moderno com estação de recarga ao lado.

Enquanto não chega uma nova geração de carros elétricos mais baratos, quem já está pensando em comprar um pode, ao menos, tentar reduzir o impacto no bolso escolhendo os modelos que gastam menos eletricidade.

Isso levanta duas perguntas: quais são, afinal, os carros elétricos mais econômicos? E dá para confiar nos consumos oficiais? Afinal, nos carros a combustão existem diferenças - às vezes grandes - entre os números divulgados (ciclo WLTP) e o que se vê no dia a dia.

E isso acontece mesmo levando em conta que o consumo de qualquer automóvel pode variar bastante por vários fatores - do estilo de condução ao tipo de trajeto, sem esquecer as condições climáticas. Na prática, em muitos casos só com uma condução muito cuidadosa é que se chega perto dos valores oficiais (combustão).

Daí a questão: os carros elétricos seguem a mesma tendência dos carros a combustão? Afinal, eles também são medidos pelo ciclo WLTP, como os demais.

Dados de usuários reais

Para responder a essa dúvida, usamos os dados do Spritmonitor.de (um site que reúne registros de consumo enviados por usuários reais) para comparar teoria e prática.

Montamos duas tabelas separando carros elétricos novos dos usados (modelos já descontinuados). Além disso, incluímos duas colunas para diferenciar consumo real e consumo oficial, permitindo a comparação direta.

Na coluna “consumo real”, consideramos a faixa de consumo onde se concentra o maior número de resultados (há também alguns valores claramente irreais, geralmente por erro no preenchimento).

Vale mais uma ressalva: alguns modelos (novos e descontinuados) listados no Spritmonitor.de ficaram de fora porque a amostra era pequena demais e, portanto, pouco representativa.

Os 10 elétricos novos mais econômicos

O primeiro ponto que chama atenção nesses resultados é que, diferente do que acontece com carros a combustão, é relativamente comum encontrar carros elétricos que, no uso real, consomem menos do que o valor oficial do ciclo combinado WLTP.

Entre os modelos novos, o destaque vai para dois compactos urbanos do Grupo Renault - Renault Twingo Electric e Dacia Spring -, que apareceram como os elétricos mais econômicos no mundo real e ainda conseguiram registrar consumo abaixo do oficial.

Em contrapartida, há casos como o Renault Mégane E-Tech Electric e o Opel Mokka Electric, que ficam bem acima do divulgado, com discrepâncias superiores a 10%.

Os 10 elétricos usados mais econômicos

Ao sair dos modelos novos e olhar para os usados, a grande surpresa é o Hyundai IONIQ. Mesmo sendo um sedã familiar, ele supera todos os pequenos urbanos e compactos elétricos presentes nessa tabela.

Também merecem destaque os dois modelos da Smart - fortwo e forfour -, os únicos que conseguem, de forma consistente, fazer melhor no uso real do que indicam os números oficiais. A bateria pequena e a autonomia mais limitada acabam restringindo bastante os trajetos possíveis, o que ajuda a explicar o resultado muito positivo.

No restante, as diferenças entre consumo real e oficial são sempre pequenas (10% e menos) ou inexistentes.

Em suma, este exercício sugere que, nos carros elétricos, os valores oficiais de consumo tendem a ficar mais próximos do que se encontra na prática. E, em alguns modelos, ainda é possível ficar abaixo do número oficial - algo que dificilmente acontece em automóveis a combustão.

Os outros

Fora dessa tabela, com médias entre os 18 kWh/100 km e os 21 kWh/100 km, está a grande maioria dos modelos elétricos vendidos hoje, do Peugeot e-208 ao BMW iX3, passando por muitos outros como o Volkswagen ID.3 e ID.4, o Tesla Model 3 e Model Y, os MG4 e MG5, além dos Hyundai IONIQ 5 e Kia EV6.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário