Nara passou uma grande parte da vida presa a um culto chamado Círculo, que distorceu a sua mente e a treinou para acessar uma força alienígena misteriosa conhecida como “éter”. Essa energia sombria e corruptora permite que um grupo seleto libere poderes quase divinos, capazes de desafiar as próprias leis da física. Só que o Círculo não conseguiu manter Nara sob controle o bastante; agora, livre da influência do culto, essa guerreira habilidosa tem um único objetivo: derrubá-los. Com o caça estelar mais avançado do universo em mãos, a jornada de Nara a leva aos cantos mais sombrios do cosmos e coloca a sua sanidade à prova.
A Fishlabs, estúdio mais lembrado pela série mobile Galaxy on Fire, recebeu da publicadora Deep Silver carta branca para repensar o gênero de tiro espacial com Chorus. O jogo de combate espacial em mundo aberto traz uma boa dose de melhorias e algumas ideias diferentes para o combate em gravidade zero. Alguns meses atrás, tivemos um vislumbre bem inicial do projeto funcionando. Para entender melhor como ele se comporta em um estado mais refinado, testamos na prática as primeiras horas da versão mais recente.
Fuga do Círculo e a nave senciente Forsaken em Chorus
Chorus abre com Nara fugindo do Círculo. Para virar o jogo a seu favor, ela rouba uma das armas mais perigosas da galáxia: uma nave estelar senciente chamada Forsaken. Nara mantém um vínculo mental com a Forsaken, o que libera manobras de voo impressionantes - como fazer curvas fechadas derrapando, à maneira de um carro de corrida. O resultado é uma sensação convincente de velocidade, algo que nem sempre é fácil de transmitir em jogos ambientados no espaço aberto.
Mundo aberto, missões paralelas e melhorias de armamento
O universo de Chorus funciona como um grande mundo aberto, recheado de missões secundárias e encontros aleatórios. Ao longo do caminho, Nara pode aprimorar os equipamentos da Forsaken. Cada tipo de arma se encaixa melhor em tarefas específicas. Por exemplo: as metralhadoras Gatling disparam muito rápido, mas causam pouco dano, o que as torna ideais contra alvos ágeis e velozes. Já os lasers batem forte, e os ataques concentrados se destacam para neutralizar escudos. Por fim, os mísseis são extremamente destrutivos contra inimigos blindados, porém são relativamente lentos - por isso, rendem melhor contra adversários mais pesados, lentos ou parados. A Forsaken também conta com três espaços de modificação, úteis para ajustar atributos das armas e personalizar ainda mais o desempenho da nave.
Controles de voo, tipos de inimigos e ritmo de combate
Os controles de voo em Chorus são agradáveis, e a diversidade de oponentes ajuda a manter o combate sempre em movimento. As naves Corvo, por exemplo, têm armamento leve e se desfazem rápido quando entram na mira, mas a velocidade delas dificulta a perseguição; além disso, em grandes quantidades, podem encurralar você caso não reduza o grupo. Já os Abutres são canhoneiras pesadamente blindadas que acertam forte e ainda levantam escudos frontais, o que torna arriscado atacá-los de frente. Em compensação, esses brutamontes mais lentos são fáceis de superar com manobras. Por último, as naves da classe Sombra são encouraçados gigantes que não param de lançar embarcações menores e hostis - então vale destruí-las o quanto antes, antes que a enxurrada de inimigos tome conta do combate.
Templos antigos, os Sem Rosto e poderes de “éter”
Mesmo com a Forsaken ao seu lado, Nara ainda não se considera pronta para enfrentar o Círculo. Ela acredita que precisa despertar novamente as suas habilidades de éter e, por isso, parte em busca de uma série de templos ancestrais ligados a uma raça alienígena ameaçadora chamada Sem Rosto. Ao concluir os desafios desses templos, Nara obtém novos poderes de éter que ajudam tanto dentro quanto fora das batalhas.
Uma habilidade chamada “Rito da Caça” permite que Nara (e a Forsaken) atravessem o éter por um instante - na prática, ela some temporariamente da realidade e reaparece em outro ponto. Eu usei isso para passar por barreiras ou para me reposicionar atrás de naves inimigas. Outro poder de éter transforma a Forsaken em um feixe de luz, que rasga os adversários pelo caminho. Há ainda uma habilidade que deixa Nara tomar o controle de naves hostis, convertendo-as em projéteis letais. Segundo a Fishlabs, a Forsaken pode ficar tão poderosa mais adiante que Nara nem vai precisar de armas para derrubar frotas inteiras.
Os jogos de tiro espacial têm uma história longa na indústria, que remonta ao clássico Espaço Computador, de 1971. Ainda assim, faz tempo que o gênero não emplaca muitos lançamentos recentes com apelo amplo. Não dá para afirmar se Chorus vai mudar esse cenário, mas o título coloca algumas ideias novas na mesa. O desenho do espaço aberto, as mecânicas de voo bem ajustadas e as melhorias criativas nos deixam otimistas para o lançamento em 3 de dezembro.
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