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Quando quatro cilindros já não convencem, a Mercedes-AMG traz de volta seis no C53 - mas há um detalhe

Carro prata Mercedes-Benz AMG C53 em exposição dentro de showroom moderno.

5 de fevereiro de 2026, 21:47

A. Krivonosov

Mercedes-AMG confirmou a substituição do C63 pelo novo C53. A estreia acontece em 2026

A Mercedes-AMG oficializou que o AMG C63, baseado num plug-in híbrido de quatro cilindros, vai sair de linha. No lugar dele, a marca prepara o C53 4MATIC+, equipado com um motor 3.0 litros turbo de seis cilindros em linha. A decisão faz parte do plano de atualização da família C-Class AMG dentro do facelift que vem aí.

Por que a AMG está deixando o C63 atual

Hoje, o Mercedes-AMG C63 S E Performance utiliza um conjunto híbrido de 2.0 litros com quatro cilindros, capaz de entregar números elevados de potência. Ainda assim, essa fórmula dividiu os entusiastas e não teve o mesmo desempenho comercial de modelos AMG mais tradicionais, com motores maiores.

Além disso, a evolução e o endurecimento das normas e regras europeias de emissões tornam mais complicada, daqui para a frente, a continuidade e a aplicação desse tipo de trem de força.

Novo C53 4MATIC+: o retorno ao seis cilindros

A sucessão do C63 AMG ficará a cargo do C53 4MATIC+, que adota um 3.0 litros turbo de seis cilindros em linha - motor que já aparece em outras versões AMG (por exemplo, no CLE 53). Com isso, a AMG volta a uma arquitetura de motor mais esperada pelos fãs da marca e tende a encontrar um equilíbrio mais coerente entre potência, massa e resposta.

Neste caso, o novo propulsor não será híbrido: trata-se de um motor a combustão pura, com suporte mecânico e do turbocompressor.

Estreia em 2026 e ligação com o C-Class W206

A estreia do C53 é esperada para a segunda metade de 2026, em sincronia com o C-Class W206 atualizado e, possivelmente, com uma versão SUV do GLC AMG.

O que a troca do PHEV por seis em linha diz sobre a estratégia AMG

A mudança de um PHEV de quatro cilindros - eficiente, porém controverso - para um seis cilindros em linha reflete a linha atual da AMG: manter o caráter dinâmico dos modelos, preservando uma entrega de força mais “sentida” e a arquitetura tradicional que os entusiastas valorizam.

Mesmo com a continuidade de lançamentos AMG eletrificados e elétricos, no caso do C-Class AMG o retorno ao seis cilindros funciona como um movimento para sustentar a identidade da marca.

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