Na próxima semana, em 7 de outubro, a tendência é de más notícias para quem abastece: o preço dos principais combustíveis deve subir. A principal explicação para esse movimento é a evolução do Brent, cuja cotação avançou de forma relevante nos últimos dias, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio.
Reajuste previsto para diesel (gasóleo) e gasolina
De acordo com informações divulgadas por fontes ligadas ao setor de combustíveis, no começo da próxima semana o diesel (gasóleo simples) deve ter alta de 2 centavos por litro, enquanto a gasolina simples deve subir 2,5 centavos por litro abastecido.
Se essas projeções se confirmarem, o preço médio do gasóleo (simples) deverá ficar em 1,569 €/l, enquanto a gasolina (simples 95) sobe para 1,724 €/l.
Como é calculado o preço médio (DGEG)
Como costuma acontecer, a base usada para o preço dos combustíveis são os números divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados referentes a ontem, quinta-feira, 3 de outubro.
Os valores publicados pela DGEG já consideram os descontos aplicados pelas redes de postos e também as medidas do Governo que estão em vigor. Ainda assim, vale reforçar: esses números não são, necessariamente, os preços encontrados na bomba, já que se trata de valores médios e indicativos.
Preços nos postos e liberdade do revendedor
Além disso, cada revendedor segue com liberdade para praticar o preço que entende como mais adequado dentro da própria estratégia.
Medidas do Governo
Em 13 de setembro, o Governo voltou a reduzir o apoio aos combustíveis ao atualizar, mais uma vez, a taxa de carbono. Com isso, ela passou de 74,429 €/t de CO2 para 81 €/t de CO2, conforme a Portaria n.º 210-A/2024/1.
Aos poucos, o Executivo vem ajustando a taxa de carbono para aproximá-la dos 83,524 €/t previstos para este ano, caso o congelamento nunca tivesse ocorrido.
Desde a primeira atualização realizada pelo Governo, em 26 de agosto, “o impacto do acumulado no PVP (…) foi de 7,5 cêntimos no gasóleo e 6,9 cêntimos na gasolina”, como mencionado no Eco.
Com a atualização da taxa de carbono, o valor das medidas de mitigação do aumento do preço dos combustíveis também é afetado, embora elas sigam influenciando o total pago pelos consumidores.
O «desconto» do ISP permanece - 15,1 centavos por litro no diesel e 16,3 centavos por litro na gasolina -, porém a soma de todos os apoios passa a ser menor, totalizando 17,6 centavos por litro de diesel e 19,2 centavos por litro de gasolina.
Fonte: Eco
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