A fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, retoma hoje as atividades após três semanas com a produção do Volkswagen T-Roc interrompida por falta de componentes.
A paralisação começou em 11 de setembro, depois que a KLS Ljubno, fornecedora sediada na Eslovênia, ficou impossibilitada de manter a produção. A empresa foi duramente atingida pelas enchentes que ocorreram no país no início de agosto.
Retomada na Autoeuropa e impacto no Volkswagen T-Roc
Desde o início da interrupção, a unidade de Palmela, em articulação com o Grupo Volkswagen, passou a buscar alternativas para viabilizar o retorno das linhas. A previsão inicial era voltar a produzir em 12 de novembro, mas a retomada foi antecipada - ainda que com turnos abaixo do padrão habitual.
Peças em falta e solução logística
O item em falta, considerado crucial para a montagem dos motores usados no Volkswagen T-Roc, agora passa a ser fornecido por duas empresas: uma da Espanha e outra da China. Segundo a montadora, essa mudança só foi possível graças ao trabalho conduzido pelas áreas de logística e compras da marca alemã.
“Na origem do problema está a falta de peças produzidas por um fornecedor na Eslovénia e que são essenciais à construção de motores. Este fornecedor foi severamente afetado pelas cheias que aconteceram no início de agosto”.
Volkswagen Autoeuropa
Além da Autoeuropa, outras fábricas do Grupo Volkswagen - em Hanover, Wolfsburgo e Emden - também precisaram reduzir jornadas e interromper a produção de alguns modelos, como a Multivan.
Efeito de onda
A interrupção em Palmela acabou atingindo outros fornecedores de componentes em Portugal, inclusive empresas instaladas no Parque Industrial da Autoeuropa. Nesse contexto, essas companhias já anunciaram a dispensa de 325 trabalhadores com contrato precário.
Antes disso, a própria Autoeuropa já havia comunicado a saída de 100 trabalhadores temporários, com a garantia de que eles retornariam imediatamente às funções assim que a produção fosse retomada na fábrica.
Como noticiado pela Lusa, a Autoeuropa tem forte peso na economia portuguesa, respondendo por cerca de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.
Fonte: Lusa
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