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GWM revela novo V8 biturbo 4,0 l de 8000 rpm no Salão de Xangai

Carro híbrido GWM V8 na cor cinza exibido em ambiente interno com iluminação moderna.

Enquanto a Europa aposta cada vez mais em motores menores e eletrificados, do outro lado do planeta a China parece ter ido na direção oposta - e isso pode ser uma ótima notícia para entusiastas. No Salão de Xangai, a Great Wall Motors (GWM) apresentou um novo motor V8 biturbo de 4,0 l, com giro de até 8000 rpm, pensado para os híbridos plug-in de luxo das submarcas Tank e Wey.

Em um cenário em que o motor a combustão interna é frequentemente tratado como algo com prazo de validade, esse V8 surge como um respiro para quem ainda valoriza mecânica “de verdade”. E não se trata de um reaproveitamento de projeto: a GWM desenvolveu o conjunto do zero, mantendo a receita clássica com bancadas a 90° e dois turbocompressores posicionados no “V” entre elas - um arranjo do tipo hot V.

Um V8 biturbo que gosta de cantar

Pelo que foi divulgado até agora, além da cilindrada de 4,0 l e da capacidade de chegar a 8000 rpm - algo incomum nessa categoria - o motor traz injeção dupla (direta e indireta) e utiliza duas bombas de óleo, solução voltada a sustentar desempenho e confiabilidade sob uso severo.

A engenharia também prioriza redução de peso, com bloco em alumínio e quase nenhuma peça em plástico (uma raridade atualmente).

Esse V8 trabalha com um câmbio automático de oito marchas com conversor de torque e, no conjunto híbrido, atua ao lado de um motor elétrico instalado entre o motor térmico e a transmissão.

Ainda não existem dados oficiais sobre a potência máxima combinada, mas não seria estranho ver o sistema alcançar 700 cv - ele precisará representar um avanço considerável em relação aos 517 cv do híbrido V6 mais forte que a GWM oferece hoje.

Porquê apostar num V8 agora?

A dúvida é inevitável: por que investir no desenvolvimento de um V8 biturbo novo justamente quando o mundo parece virar as costas para a combustão? A justificativa da GWM é direta. Existem regiões em que a infraestrutura de recarga ainda não dá conta, e há consumidores que exigem capacidade de reboque de até 3,5 toneladas - demandas que nem sempre são atendidas de forma ideal por veículos 100% elétricos.

Além disso, a estratégia da GWM é explícita: encarar concorrentes como Toyota Land Cruiser e Nissan Patrol, porém com uma solução técnica que, segundo a fabricante, é mais sofisticada e entrega desempenho superior.

Ao escolher um híbrido plug-in, a marca chinesa diz querer unir o melhor dos dois mundos: tração elétrica para o dia a dia na cidade e um V8 forte quando a aventura pedir mais, seja em rodovia ou fora do asfalto.

Onde o vamos ver?

Os primeiros modelos cotados para receber esse novo sistema híbrido plug-in são o Tank 700 e o Tank 500, embora seja provável que o V8 biturbo também apareça em outros modelos de topo da GWM.

Por enquanto, não há previsão de levar esses SUVs para a Europa. Ainda assim, a marca admite que isso pode mudar se houver demanda suficiente - e talvez existam europeus dispostos a “perder a cabeça” também?


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