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Volvo anuncia 3000 demissões globais para cortar 18 bilhões de coroas suecas

Carro elétrico Volvo cinza metálico estacionado em ambiente moderno e iluminado à noite.

A Volvo informou que pretende demitir cerca de 3000 pessoas no mundo todo, atingindo diferentes funções em escritórios e também consultores. A medida faz parte de um plano de reestruturação com foco em diminuir despesas em 18 bilhões de coroas suecas (1,6 bilhão de euros).

Segundo a montadora, a iniciativa está alinhada a uma estratégia mais ampla apresentada no mês passado, desenhada para “construir uma Volvo mais forte e resiliente, numa indústria que enfrenta desafios consideráveis”.

Demissões na Volvo: 3000 cortes e áreas atingidas

A maior parte dos desligamentos deve ocorrer na Suécia e impactará aproximadamente 15% do total de colaboradores globais em funções de escritório.

Em declarações à Reuters, Håkan Samuelsson, presidente e diretor-executivo da Volvo Cars, afirmou que praticamente todas as áreas serão afetadas - de pesquisa e desenvolvimento (P&D) à comunicação, passando por recursos humanos. No recorte citado, são 1200 funcionários e 1000 consultores, em sua maioria na Suécia, com os demais distribuídos por outras regiões.

O novo diretor financeiro, Fredrik Hansson, também reforçou que “nenhuma área ficará intocada”, ainda que tenha reconhecido que Gotemburgo, onde fica a sede da Volvo, será o local mais atingido.

Reestruturação: custo único e cronograma até o outono

A operação está prevista para gerar um custo único de reestruturação de 1,5 bilhão de coroas suecas (138 milhões de euros). A expectativa é que o processo seja concluído até o outono, período em que a empresa pretende apresentar sua nova estrutura organizacional.

Tempos difíceis

O plano é anunciado em meio ao aumento da pressão sobre a fabricante sueca. A Volvo tem sentido de forma mais intensa o efeito das tarifas norte-americanas, já que uma parcela relevante da sua produção está concentrada na Europa e na China. No primeiro trimestre de 2025, os lucros recuaram 60%.

Nos primeiros quatro meses do ano, a marca registrou uma queda global de 7% nas vendas, totalizando 248 525 unidades. No mesmo intervalo, as vendas de modelos eletrificados - híbridos plug-in, mild-hybrids e elétricos - diminuíram 5%.

Entre os elétricos da Volvo, a retração global foi ainda mais expressiva, com queda de 20% nas vendas - enquanto os híbridos plug-in avançaram 11%. Mesmo diante desse cenário, a empresa voltou a destacar seu compromisso com a eletrificação total. “Mantemo-nos firmes na nossa ambição de nos tornarmos uma empresa 100% elétrica, porque é esse o segmento com maior crescimento”, sublinhou o construtor.

“As ações anunciadas foram decisões difíceis, mas são passos importantes para construir uma Volvo mais forte e resiliente”, concluiu Samuelsson.

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