Ajuste nas medidas fiscais
A semana começou com aquele tipo de mexida nos preços que você até vê na placa do posto, mas mal percebe no bolso: uma variação pequena, quase simbólica.
Depois de várias semanas de alta mais forte, agora o movimento foi misto: o diesel (gasóleo) recua 1 cêntimo, enquanto a gasolina avança 1 cêntimo.
Se tivermos em conta os valores médios da passada sexta-feira (22 de setembro), o preço dos combustíveis fica agora em 1,804 €/l no gasóleo e em 1,868 €/l no caso da gasolina.
Os valores usados como base de cálculo continuam a ser os que nos são fornecidos pela DGEG (Direção-Geral de Energia e Geologia). A vantagem é que estes já incluem os descontos praticados pelas gasolineiras e as medidas fiscais atualmente em vigor.
Ainda assim, é sempre importante lembrar que se tratam de valores médios e indicativos, face ao que pode encontrar nos postos. Até porque estes números podem variar por vários fatores, como a localização ou a estratégia de cada marca.
Apesar disso, os preços praticados nos postos de combustível não se afastaram muito das previsões que tínhamos para o preço dos combustíveis. No caso da Galp e da Repsol, por exemplo, os ajustes foram exatamente o aumento de 1 cêntimo por litro na gasolina e a descida de 1 cêntimo no gasóleo. Já a BP optou por subir a gasolina em 0,5 cêntimos por litro e baixar o preço do gasóleo em 1,5 cêntimos.
Ainda que todos estes “ajustes” sejam bem-vindos, sobretudo os que trazem alguma descida, amanhã já entram em vigor as novas medidas fiscais hoje apresentadas pelo Governo.
Estas incluem um reforço do desconto aplicado através da devolução da receita adicional do IVA, via ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos). Na prática, isto traduz-se numa descida de 2 cêntimos por litro no preço do gasóleo e de 1 cêntimo no caso da gasolina.
Se voltarmos a usar os valores mencionados no início do artigo, a partir de amanhã, o preço médio dos combustíveis deverá rondar 1,784 €/l no caso do gasóleo e 1,858 €/l na gasolina. Ou seja, é uma semana com vários pequenos acertos, mas que, na prática, não mudam o facto de o preço dos combustíveis estar muito mais elevado do que no início do ano.
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