Em 1997, Final Fantasy VII apresentou Sephiroth como um dos vilões mais marcantes da história dos games. Já em 2020, Final Fantasy VII Remake ampliou bastante sua presença logo no primeiro ato do RPG. Agora, em 2024, Final Fantasy VII Rebirth quer ir além e trazer ainda mais contexto para o Anjo de Uma Asa.
Jogamos uma parte de Final Fantasy VII Rebirth e conversamos com membros da equipe de desenvolvimento para entender como Sephiroth será retratado no segundo capítulo da trilogia Remake - e por que o estúdio decidiu colocá-lo mais no centro do palco.
Na porção intermediária do Final Fantasy VII original, o papel de Sephiroth era mais contido, muitas vezes aparecendo mais pelas falas de NPCs do que em cena de fato. Em Rebirth, a equipe quis ajustar isso. “Remake cobre seu encontro com Sephiroth e agora, em Rebirth, queríamos que Sephiroth fosse um antagonista e um alvo muito claro para os personagens perseguirem ao longo da jornada”, diz o produtor Yoshinori Kitase. “No jogo original, Sephiroth não era visto com tanta frequência no mapa-múndi, mas neste título nós colocamos esse elemento mais à frente.”
No meu hands-on, a primeira coisa que faço é unir forças com Sephiroth na missão de flashback já conhecida do jogo original. Quem jogou Final Fantasy VII lembra bem da expedição ao Monte Nibel para investigar o reator de mako. Nesse ponto da história, Sephiroth ainda é uma figura heroica, e Cloud é um Soldier ingênuo e inexperiente, então os dois trabalham juntos para concluir a missão. Enquanto isso, uma Tifa mais jovem atua como guia, mas não como integrante do grupo.
Assim como na versão original dessa sequência, Sephiroth é uma força impressionante, despachando inimigos com sua Masamune. Ainda assim, ele não está tão absurdamente overpower quanto em 1997. Continua sendo divertido de jogar e, mesmo aparecendo como personagem jogável por um trecho bem curto, a Square Enix investiu no seu gameplay - incluindo até uma Habilidade de Sinergia com Cloud.
“Ao desenvolver Sephiroth como um personagem que os jogadores podem controlar em uma área limitada, ainda estamos levando em conta que você está jogando com esse personagem tão icônico”, diz o diretor de batalha Teruki Endo. “Pensando nisso, tive bastante cuidado para oferecer recursos e custo de desenvolvimento equivalentes aos dos outros personagens jogáveis ao criar Sephiroth do ponto de vista de combate.”
Mas a equipe também teve cautela ao mexer com Sephiroth. Afinal, ele é um dos antagonistas mais influentes e conhecidos dos games, então qualquer mudança maior tende a ser examinada de perto pelos fãs. “Sentimos que era necessário ter uma representação bem clara de como ele se tornou a pessoa que é agora em Rebirth”, diz o diretor Naoki Hamaguchi. “Mesmo como desenvolvedor criando este jogo, ver Sephiroth descobrir a verdade e cair cada vez mais na escuridão - como uma queda da graça - e retratar isso em suas expressões, eu realmente consegui sentir pena dele. Ao longo de Rebirth, acredito que os jogadores não só vão se identificar e entender mais o Cloud, mas também o Sephiroth por meio deste jogo.”
É claro que Sephiroth tem um papel enorme em Rebirth - especialmente na cena para a qual a história do jogo se encaminha: os acontecimentos na Capital Esquecida. Não consigo deixar de pensar em como esses eventos podem atingir os jogadores com essas explorações mais aprofundadas dos personagens. Vamos descobrir quando Final Fantasy VII Rebirth chegar ao PlayStation 5 em 29 de fevereiro. Para mais detalhes sobre Rebirth, não deixe de visitar nosso hub de cobertura clicando no banner abaixo!
Partes deste artigo apareceram originalmente na Edição 362 da Game Informer.
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