Carros 100% elétricos superam os diesel na União Europeia (UE)
Pela primeira vez, os carros 100% elétricos venderam mais do que os modelos com motores Diesel dentro da União Europeia (UE).
Esse marco, inédito até aqui, foi registrado em junho. No mês, os elétricos chegaram a 15,1% de participação, o equivalente a 158 252 unidades emplacadas. Já os Diesel ficaram limitados a 13,4%.
Oferta de elétricos em alta e diesel em retração
Era uma virada esperada. Nos últimos anos, as montadoras ampliaram o portfólio de carros elétricos, ao mesmo tempo em que a disponibilidade de novos veículos com motor Diesel vem diminuindo.
Mesmo assim, no acumulado do ano o Diesel ainda mantém uma vantagem sobre os elétricos em participação: 14,5% contra 12,9%. Será que essa diferença vai continuar até o fim do ano?
Gasolina ainda a favorita
Considerando apenas junho e comparando as demais motorizações, os carros a gasolina seguem como a escolha mais comum na UE, com 36,3% de participação. Em seguida aparecem os híbridos (HEV), com 24,3%, e então os elétricos. Os híbridos plug-in ficaram atrás do Diesel, com 7,9%.
Um milhão de emplacamentos e sinais de recuperação
Junho também foi marcado por mais de um milhão de carros emplacados em um único mês - a segunda vez que isso ocorre desde o começo do ano.
A ACEA (Association des Constructeurs Européens d’Automobiles) destaca ainda que esse volume está bem acima do observado em 2022: 1 045 073 unidades, contra 887 071 unidades. Para a entidade, isso indica que o mercado segue se recuperando do período da pandemia.
Como é em Portugal?
No mercado português, há alguns meses os carros 100% elétricos já vendem mais do que os veículos com motor Diesel.
Somente em junho, com 14,9% (dados da ACEA), a participação dos elétricos foi superada apenas pela dos carros a gasolina (44,8%). No caso dos Diesel, a fatia no mês foi de apenas 11,3%.
Se olharmos para o total do primeiro semestre, a participação dos carros 100% elétricos fica ainda maior, em 15,5% - acima dos híbridos (15,2%), dos Diesel (13%) e dos híbridos plug-in (11,1%).
Fonte: ACEA
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