O Salão de Genebra está, enfim, de volta. Durante anos, a feira foi vista como um dos maiores momentos do calendário da indústria automotiva, mas a última edição na Suíça aconteceu em 2019 - isso, se deixarmos de lado a edição realizada neste ano em Doha, no Catar.
A pandemia de COVID-19 interrompeu a realização do evento nas edições seguintes e, só agora, cinco anos depois, o Salão de Genebra - organizado pela Organização Internacional dos Construtores de Automóveis - retorna aos pavilhões da Palexpo, o centro de convenções ao lado do Aeroporto Internacional de Genebra, na Suíça.
Salão de Genebra 2024: datas e local
A nova edição já tem data definida: o público poderá visitar o evento de 26 de fevereiro de 2024 a 3 de março.
Ausência de marcas no Salão de Genebra 2024
Apesar do retorno aguardado, o Salão de Genebra segue enfrentando o mesmo obstáculo que já era sentido em 2019 - e que também afeta os salões do setor de forma geral: a forte queda na presença de montadoras.
A Hyundai, as marcas do grupo Stellantis e ainda as alemãs BMW, Mercedes-Benz e Audi já confirmaram que ficarão de fora do Salão de Genebra 2024.
E agora?
Stellantis e Hyundai não explicaram publicamente por que não participarão. Já no caso das marcas alemãs, sabe-se que a decisão tem relação com redução de custos - mas não apenas.
A BMW, por exemplo, atribuiu a ausência a uma reestruturação das suas estratégias de marketing, com maior foco em transmissões ao vivo e nas redes sociais, deixando em segundo plano a participação em salões: “Isso inclui apresentações em Genebra, Paris e Detroit. É por isso que não estaremos em Genebra em 2024”, anunciou.
Mercedes-Benz e Audi também se manifestaram. “Após cuidadosa consideração, a Mercedes-Benz não participará do Salão Automóvel de Genebra de 2024” disse um porta-voz da marca alemã; e a Audi declarou que: “Não estaremos lá em 2024. Mas esta não é uma decisão geral contra Genebra”.
Nem mesmo uma versão do evento de baixo custo - com ingressos mais baratos e estandes padronizados para todas as marcas - foi suficiente para evitar a saída de várias empresas.
Essas desistências, por sua vez, reforçam cada vez mais como esse tipo de evento deixou de ser uma alternativa rentável para as marcas apresentarem as suas novidades.
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