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Armada do Chile avalia fragatas Tipo 31 para substituir as Tipo 23

Dois oficiais navais em uniforme observam o mar ao lado de um navio de guerra com mapa e binóculos sobre uma mesa.

Não é de hoje que a Armada do Chile trabalha com a perspectiva de, entre o fim desta década e o começo da próxima, colocar em serviço uma nova série de fragatas baseada em plataformas de combate de superfície de última geração. O que chama a atenção, acompanhando o avanço da capacidade chilena de construção naval - concentrada sobretudo na ASMAR -, é que esses futuros navios de combate, concebidos para substituir as atuais Tipo 23, deverão ser construídos no próprio país em parceria com empresas estrangeiras.

Planejamento chileno e construção local com a ASMAR

Com esse pano de fundo e olhando para as necessidades de projeção naval do Chile, o Reino Unido - tanto por meio do governo quanto do seu parque industrial - vem, nos últimos anos, promovendo as fragatas Tipo 31, também conhecidas como Classe Inspiration. Hoje, esses navios estão sendo construídos pela Babcock, na Escócia, para a Royal Navy, e são apresentados como uma opção para ocupar o lugar das Tipo 23 em serviço na marinha chilena.

Fragatas Tipo 31 (Classe Inspiration) como substitutas das Tipo 23

Uma evidência recente dessa movimentação, conectada ao andamento do programa de reequipamento da Royal Navy e também aos projetos já em execução na Polônia (classe Mieczni) e na Indonésia (classe Red White), apareceu durante a apresentação da HMS Active. Trata-se da segunda fragata britânica inserida em um primeiro lote de cinco unidades.

Na cerimônia de apresentação - quando o navio deixou as instalações de montagem em Rosyth, na Escócia, assinalando um novo marco de construção e abrindo caminho, muito provavelmente, para a futura botadura - houve ainda um gesto simbólico: marcou-se o início da produção da quarta fragata destinada à Royal Navy, batizada de HMS Bulldog.

Indícios públicos no evento da HMS Active

Apesar do foco nos marcos industriais do programa, um detalhe específico das comemorações atraiu o olhar do público. Um vídeo projetado sobre os galpões exibiu as bandeiras dos atuais parceiros do projeto - ou de países que já têm unidades em construção - e também de nações consideradas futuras e potenciais interessadas em adotar as Tipo 31 para modernizar suas frotas de superfície.

Nesse conjunto, a bandeira do Chile apareceu com destaque, ao lado da da Dinamarca, cujas forças navais também já projetam a substituição de suas fragatas Tipo 23 e da classe Iver Huitfeldt. Também foi possível ver as bandeiras da Suécia, da Nova Zelândia e da Coreia do Sul.

Aproximações com o Reino Unido e o Programa Arrowhead

No caso chileno, autoridades do Ministério da Defesa, além de representantes navais e industriais, vêm mantendo diferentes iniciativas de aproximação e reuniões com integrantes do governo do Reino Unido e com empresas envolvidas no Programa Arrowhead.

Ainda que não exista uma decisão oficial, é plausível considerar as Tipo 31 como uma sucessora natural para as atuais Tipo 23 da Armada do Chile - navios que, anos atrás, foram adquiridos da própria Royal Navy. O tema ganha peso porque a indústria naval chilena demonstra um nível crescente de maturidade para construir navios militares cada vez mais complexos. Um exemplo é o quebra-gelo Almirante Viel, recentemente incorporado, ao qual se somarão quatro navios multipropósito do Projeto Escotillón IV.

Independentemente de qual modelo o Chile venha a escolher, tudo indica que o país, com altíssima probabilidade, construirá com as próprias mãos a próxima geração de navios de combate encarregada de resguardar sua soberania ao longo do seu vasto litoral marítimo - em consonância com o seu lema nacional: “Pela razão ou pela força”.

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