Em março de 1974, a fábrica de Wolfsburg, sede da Volkswagen, viu sair da linha a primeira unidade de um carro que viraria uma lenda em movimento. Agora, chega a vez de conhecer o Golf de oitava geração atualizado: motores aprimorados, design revisado e um novo sistema de infoentretenimento, com início de vendas previsto para março.
Ao longo de meio século, foram 37 milhões de unidades rodando pelo mundo - o que torna plausível dizer que, em algum lugar do planeta, um Golf foi vendido todos os dias nesses últimos 50 anos. Esse compacto “de família” ganhou um peso tão grande para a marca alemã que, na prática, dá para enxergá-lo como uma marca dentro da própria Volkswagen.
Em todas essas décadas, as trocas de geração do Golf nunca vieram acompanhadas de rupturas visuais radicais - e isso segue valendo aqui. Afinal, o “novo” Golf 2024 é uma reestilização (facelift), não um carro totalmente inédito.
Por fora, os faróis dianteiros em LED recebem um traço mais reto e estreito na parte interna. Também existe a opção do conjunto IQ.Light LED, com facho de farol alto que pode alcançar até 500 m. O emblema da marca ao centro pode ser iluminado, algo que ocorre pela primeira vez no mercado europeu.
Na traseira, entram em cena as novas lanternas 3D LED, com efeitos de boas-vindas ou despedida e animações configuráveis - há três opções - diretamente pelo sistema de infoentretenimento.
Sistema de infoentretenimento renovado
Dentro do Volkswagen Golf 2024, o maior destaque fica com o novo hardware e o novo software do infoentretenimento, que estreia aqui sua quarta geração (MIB4).
Depois de ouvir as críticas, a Volkswagen promete uma operação mais simples e intuitiva, apoiada por gráficos atualizados e por uma nova organização de menus na tela sensível ao toque. Ela pode ser de 10,4″ ou, nas versões mais completas, de 12,9″.
A interface passa a trabalhar com duas barras táteis - uma superior e outra inferior - enquanto o menu inicial fica ao centro. Assim, dá para definir atalhos de funções favoritas tanto na barra superior quanto no próprio menu inicial.
O ponto forte desse arranjo é que as duas barras de comandos permanecem sempre à vista, mesmo quando várias funções são abertas como aplicativos dentro do menu inicial.
Por outro lado, os engenheiros alemães afirmam que o MIB4 ficou bem mais rápido. Além disso, as superfícies deslizantes para ajustar temperatura e volume do áudio agora têm retroiluminação, corrigindo uma deficiência vista nas primeiras gerações do MIB. O head-up display segue disponível como opcional.
Pelos botões do volante multifuncional redesenhado, é possível alternar entre duas bases gráficas para o painel de instrumentos: “Clássica” (com mostradores redondos) e “Progressiva” (com blocos).
Ao redor dessas duas visualizações, podem aparecer o mapa da navegação ou os sistemas de assistência; já na área interna, o motorista consegue exibir diversas outras informações. As versões GTI, GTE e R-Line incluem perfis de informação dedicados.
Também há avanços nos assistentes de condução. Um dos destaques é a possibilidade de fazer manobras de estacionamento (entrar e sair de vagas) de forma remota, comandando o movimento do Golf por um smartphone - ou seja, a partir do lado de fora do veículo.
Outro recurso que chama atenção é a capacidade de combinar as imagens de quatro câmeras para gerar uma visualização 360º na tela central.
Híbrido plug-in com 100 km de autonomia elétrica
No conjunto de chassi e nas transmissões, o Golf 2024 não passa por mudanças, mas a gama de motorizações traz novidades.
Nas versões híbridas plug-in, passa a ser usada uma nova evolução do motor 1.5 turbo (com geometria variável), em conjunto com uma transmissão automática DSG de dupla embreagem e seis marchas.
Além disso, elas recebem uma nova bateria de 19,7 kWh - a anterior tinha 10,6 kWh -, o que faz com que a autonomia elétrica das duas configurações - eHybrid de 204 cv e GTE de 272 cv - fique na casa dos 100 km.
Também é relevante a autonomia total de até 1000 km, viabilizada pelos novos híbridos plug-in da família Golf 2024.
Gama de motores atualizada
Na porta de entrada da linha, os motores 1.5 eTSI, oferecidos com 115 cv e 150 cv, já incorporam tecnologia de 48 V e o sistema de desativação de cilindros. Os dois trabalham com câmbio automático DSG de dupla embreagem e sete marchas. Esse mesmo conjunto, porém sem o sistema de 48 V, aparece nos 1.5 TSI com câmbio manual e a mesma potência.
O 2.0 TSI - que só chega em 2025 e contará com tração integral - passa a ser oferecido com mais potência: 204 cv, um ganho de 14 cv em relação ao antecessor.
Entre os diesel, os dois 2.0 TDI seguem com versões de 115 cv (com câmbio manual de seis marchas) e 150 cv (com DSG de sete marchas). A perua Golf Variant será oferecida com todos os motores eTSI, TDI e TSI até 204 cv.
E o Golf GTI?
Nas opções mais esportivas da linha, o Volkswagen Golf GTI mantém o 2.0 turbo e a transmissão DSG de sete marchas - e a alternativa manual deixa de existir. A novidade é o aumento de potência: agora são 265 cv, ou seja, 20 cv a mais do que antes.
Na segunda metade de 2024, porém, começa a venda do GTI Clubsport e do Golf R, nos dois formatos de carroceria.
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