Depois de termos guiado o Bacalar e o Batur - dois modelos que já passaram pelas nossas mãos -, a notícia de um terceiro projeto assinado pela Mulliner elevou (e muito) a expectativa. Só que, no fim das contas, essa “terceira” novidade é, na verdade, uma segunda interpretação do Bentley Batur: agora em versão conversível, o Batur Convertible.
O Bentley Batur Coupé, cuja produção foi restrita a apenas 18 unidades, passa a dividir o próprio nome com mais 16 exemplares, que é o volume planejado para o Batur Convertible. Inevitavelmente, isso “arranha”, de certa forma, a ideia de exclusividade.
Por outro lado, o Bentley Batur Convertible segue sendo montado integralmente pela Mulliner. E esse detalhe, por si só, já basta para afastar qualquer dúvida sobre a raridade do modelo.
Vale lembrar que Mulliner carrega um peso histórico enorme no universo automotivo, tradicionalmente ligado à construção de carrocerias. Hoje, o nome identifica o departamento de personalização e criações especiais da marca de Crewe.
Inspirado pela natureza
Cada uma das 16 unidades do Batur Convertible estabelece um novo patamar de inovação em cores e no uso de materiais, em uma escala nunca vista em um Bentley de produção - e com inspiração total na natureza.
Assim como ocorreu nos dois projetos anteriores da Bentley, cada cliente do Batur Convertible participa do desenvolvimento do seu exemplar. A meta é simples: não existir dois Batur iguais no mundo e fazer com que cada unidade seja perfeita aos olhos do proprietário.
Batur com vista para o céu
No Batur Convertible, a cabine perde dois lugares em relação ao Coupé - e mesmo em comparação com um Continental GTC, por exemplo. Em compensação, o “teto” some e a vista para o céu melhora consideravelmente. Para recolher a capota, são necessários apenas 19 segundos, operação que pode ser feita a até 50 km/h.
Atrás dos bancos, surge agora um amplo espaço de acomodação, coberto por uma das maiores novidades do Batur Convertible: a “Airbridge”. Esse é o nome da grande asa instalada atrás dos assentos, que protege o interior e, ao mesmo tempo, contribui para melhorar a aerodinâmica.
O desenho acompanha o formato dos apoios de cabeça dos bancos do Batur Convertible e buscou inspiração nas antigas barchettas de competição. Além disso, a “Airbridge” também ajuda a deixar toda a cabine com um clima mais próximo de um luxuoso “casulo”.
Melodioso W12
O enorme motor W12 de seis litros é exatamente o mesmo que equipa o Batur Coupé - e, na configuração “mais potente de todos os tempos”.
No total, são 750 cv e 1000 Nm de torque máximo, combinados a um câmbio automático de dupla embreagem com oito marchas e um sistema de tração integral permanente.
A notícia ruim é que este deve ser o “canto do cisne” do motor de 12 cilindros na Bentley, que já tem sua estratégia de eletrificação em andamento.
E o preço?
A Bentley não divulgou o valor do novo Batur Convertible. Porém, considerando que o Coupé tinha um preço-base em torno de 2,5 milhões de euros (antes de qualquer personalização), é razoável esperar uma “conta” ainda mais alta nesta variante a céu aberto.
Se isso se confirmar, ele se tornará o modelo mais caro do catálogo atual da marca britânica. E só esse fato já diz muita coisa.
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