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Como o Peugeot 405 continua em produção com a Iran Khodro

Carro azul Peugeot 405 exibido em showroom com piso brilhante e outros veículos ao fundo.

Desde que o Peugeot 405 saiu de catálogo na Europa, há 26 anos, o mercado já viu chegar o 406, o 407 e duas gerações do 508.

Ainda assim, o 405 promete «sobreviver» a todos eles: o modelo segue em produção em quatro fábricas, espalhadas por quatro países, e nada indica que vá parar tão cedo.

Boa parte dessa vida longa se explica pela Iran Khodro, montadora iraniana que fabrica mais de um milhão de veículos por ano. Além de manter a venda de carros com o emblema da Peugeot - caso do 405 -, a empresa também tem uma marca própria: a IKCO.

A produção do Peugeot 405 começou no Irã em 1990, a partir de um acordo fechado com o então Groupe PSA, e continua até hoje. Em alguns momentos, por causa das tensões geopolíticas na região, a fabricação precisou ser interrompida. Mesmo assim, a Iran Khodro firmou parcerias para produzir o 405 em outros lugares: Egito, Iraque e, mais recentemente, no Azerbaijão (em 2019).

Derivações

Com o passar do tempo, o carro também passou por diferentes nomes: Peugeot Persia e Pars (Irã), Safir e 406 Khazar (Azerbaijão). E a Iran Khodro não parou na troca de nomes: a plataforma do 405 também deu origem a outros modelos. Hoje, a marca produz o IKCO Dena e o Soren, dois sedãs com identidade visual própria.

Talvez a variação mais curiosa do Peugeot 405 seja o IKCO Arisun 2. Trata-se de uma picape leve que, do pilar B para a frente, é facilmente reconhecível como um 405; daí para trás, vira uma picape. Um conceito que lembra a Ford P100 de fabricação portuguesa, derivada do Sierra.

Motores são «velhos conhecidos» da Peugeot

Sob o capô do 405 - ou melhor, do Peugeot Pars - está o «velho conhecido» quatro cilindros em linha a gasolina de 1,8 L da Peugeot (XU7), com 100 cv (apenas oito válvulas). Há também uma versão bicombustível - gasolina e CNG (gás natural) -, que fica nos 83 cv.

O Pars também pode ser comprado com um quatro cilindros a gasolina de 1,6 L, igualmente de origem Peugeot (TU5), com 105 cv (agora com 16 válvulas). Nesse caso, o motor pode vir combinado a um câmbio automático, em vez do manual de cinco marchas que equipa as demais opções.

Tela sensível ao toque? Não tem

A lista de equipamentos inclui airbags frontais para motorista e passageiro, ABS, vidros elétricos e ar-condicionado automático. Também há direção assistida e… uma alavanca interna para abrir o porta-malas.

Um sistema de infotenimento acessado por uma tela sensível ao toque gigante? Não tem. Em compensação, existe leitor de CD e um sistema de áudio com Bluetooth.

Nos últimos tempos, o Pars e seus derivados têm gerado controvérsia por conta da (óbvia) falta de segurança quando comparados aos padrões atuais. Afinal, o projeto original é da década de 80, e muitos países vêm tentando impor exigências de segurança mais altas.

Por quanto tempo mais o Peugeot 405 conseguirá sobreviver?


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