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Mitsubishi Colt: o utilitário com DNA do Renault Clio na Launch Edition

Carro vermelho Mitsubishi Colt Launch em exposição dentro de showroom com carros ao fundo.

Um dos melhores utilitários do mercado, nascido na França, mas com raízes no Japão.


Apresentado ao mundo no começo dos anos 60, o nome Colt quase sempre foi sinônimo de porta de entrada na linha da Mitsubishi. Em alguns países ele chegou a ser vendido como Mirage, mas acabou retomando a denominação original e, uma década depois, desembarcou em Portugal já na sétima geração.

A ligação com o Renault Clio é impossível de negar: o novo Colt é um típico exercício de badge-engineering, resultado direto da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Ainda assim, para o utilitário da marca japonesa, esse “sotaque” está longe de ser algo negativo. Na prática, esse DNA francês pode ser uma das melhores coisas que já aconteceram ao Colt.

No visual, o novo Mitsubishi Colt herda grande parte das mudanças introduzidas na atualização mais recente do Renault Clio, embora traga alguns detalhes próprios. A grade dianteira, por exemplo, adota um desenho que o aproxima de outros modelos da Mitsubishi, como o ASX. Já na traseira, o nome da marca aparece com mais destaque, justamente para não deixar margem a dúvidas.

Se há um ponto a ser melhorado na parte de trás do Mitsubishi Colt, é a posição da câmera de auxílio ao estacionamento. Em vez de ficar centralizada em um certo losango e quase passar despercebida, ela foi encaixada em uma peça de plástico feita especificamente para ocupar esse espaço.

As rodas de liga leve de 17” de diâmetro, a antena de teto em formato de barbatana e o spoiler traseiro pintado em preto metalizado denunciam que estamos diante da versão mais completa da gama: a Launch Edition. Para reforçar a identificação, as laterais ainda recebem emblemas exclusivos.

Ambiente familiar

Ao entrar no novo Mitsubishi Colt, fica ainda mais difícil convencer a cabeça de que não estamos ao volante de um Renault Clio, já que basicamente apenas a parte central do volante entrega que este é o “parente” japonês que foi morar na França ainda jovem.

Mesmo assim, essa origem traz vários trunfos que ajudam a explicar por que ele se coloca entre os melhores do segmento. Apesar de a carroceria ultrapassar os 4 m por apenas alguns milímetros, o espaço interno é generoso tanto na frente quanto atrás. E, além disso, ainda sobrou lugar para um porta-malas com 340 litros de capacidade.

Na direção, há uma boa posição para conduzir e bastante informação à vista, seja no painel de instrumentos totalmente digital, seja na tela central tátil de 7”.

Um pequeno adesivo logo abaixo dessa tela indica que esta unidade é a Launch Edition - a configuração mais completa em equipamentos de série. Por isso, o painel recorre a materiais mais macios e agradáveis ao toque, além de bancos revestidos em tecido e couro sintético.

No console central, há uma base de carregamento sem fio para o celular e duas entradas USB. O item que poderíamos dispensar - como acontece no Clio - é o controle do sistema multimídia à direita da coluna de direção: ele fica difícil de enxergar e já passa a impressão de ser uma solução bem datada.

Sem surpresas

Para o mercado nacional, a Mitsubishi optou por oferecer apenas duas motorizações no Colt, ambas a gasolina, com três cilindros e 1,0 l, diferenciadas pela presença (ou não) de turbocompressor. O carro testado foi o mais forte, identificado como 1.0 MPI-T. A marca declara 90 cv de potência máxima e 160 Nm de torque, sempre em conjunto com câmbio manual de seis marchas.

Mesmo com números que hoje em dia já não impressionam tanto no papel, na prática eles parecem mais favoráveis do que sugerem. O três-cilindros tem bom fôlego e dá conta de manter um ritmo interessante em estradas mais livres de trânsito.

Com isso, também dá para aproveitar um chassi muito “bem-nascido”, que faz jus aos antecessores - que, em certos momentos, chegaram até a contar com a ajuda de uma tal de Renault Sport.

No lado mais racional, no uso do dia a dia, o motor de três cilindros ainda oferece a vantagem de ser econômico. O consumo misto informado pela fabricante é de apenas 5,2 l/100 km.

No nosso teste, porém, o resultado final ficou em 6,6 l/100 km, mas com uma tocada mais intensa do que a que dá para chamar de convencional. A culpa, no fim, foi justamente do chassi muito “bem-nascido” mencionado acima, que acaba despertando a vontade de não escolher sempre o caminho mais curto.

Uma edição especial

Como já apontamos, a Launch Edition do Mitsubishi Colt é a que mais entrega em equipamentos dentro da gama, reunindo praticamente tudo o que existe disponível para o modelo. Ainda assim, as diferenças em relação à Invite, logo abaixo dela, ou mesmo à Kyoto, que é a porta de entrada da linha, não são propriamente grandes.

De fábrica, já é possível contar, por exemplo, com o cartão que substitui a chave e fica sempre no bolso, com a integração do smartphone via Apple CarPlay ou Android Auto, com ar-condicionado automático e com iluminação em LED.

Na unidade avaliada, apenas a escolha da cor Sunrise Red Metalizado para a carroceria exige um acréscimo de 450 euros no preço final, que, assim, chega a 23 050 euros.

Veredito

Especificações técnicas

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