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Força Aérea Argentina anuncia retirada definitiva dos A-4AR Fightinghawk

Militar caminhando em pista de aeroporto militar em direção a dois caças F-16 estacionados sob luz do entardecer.

A Força Aérea Argentina comunicou nesta quinta-feira, 14 de maio, a retirada definitiva de operação dos caças A-4AR Fightinghawk, encerrando formalmente o ciclo da aeronave na aviação militar do país.

Anúncio na V Brigada Aérea

A informação foi apresentada pelo chefe do Estado-Maior-Geral da Força Aérea Argentina, Gustavo Javier Valverde, durante uma visita à V Brigada Aérea, sediada em Villa Reynolds, na província de San Luis.

De acordo com a instituição, a decisão foi transmitida diretamente aos militares da unidade que conduzia a operação dos caças A-4AR Fightinghawk. Na ocasião, o brigadeiro-general Valverde ressaltou o legado do modelo na história da aviação militar argentina e destacou o profissionalismo das equipas responsáveis por manter o sistema em funcionamento ao longo dos anos.

Por que os A-4AR Fightinghawk serão desativados

Segundo o comandante da força, a desativação do A-4AR decorre de um processo de avaliação estratégica institucional com foco em eficiência operacional e sustentabilidade económica. A Força Aérea Argentina apontou que os custos atuais de manutenção e de sustentação logística da frota A-4AR tornaram necessária uma redistribuição estratégica de recursos, direcionando-os para programas de longo prazo.

Modernização e transição para o F-16AM/BM

A instituição também afirmou que a recente incorporação do caça Lockheed Martin F-16AM/BM Fighting Falcon requer a alocação de recursos humanos e materiais que hoje estão concentrados na V Brigada Aérea, o que acelera a migração para a nova plataforma de combate.

Com a retirada dos A-4AR Fightinghawk, a Força Aérea Argentina declarou que avança no seu processo de modernização, com prioridade para a formação de pessoal e para a adoção de capacidades de combate de nova geração.

Origem do A-4AR Fightinghawk e situação no Brasil

O A-4AR Fightinghawk teve como base o Douglas A-4 Skyhawk e passou por modernizações para atender às necessidades da aviação militar argentina. Por décadas, o modelo permaneceu entre os principais vetores de combate da Força Aérea Argentina.

No Brasil, o modelo ainda está em uso: algumas unidades das versões A-4KU e TA-4KU seguem a voar na Marinha, sem previsão de substituição. As aeronaves estiveram entre as últimas a sair da linha de produção da então Douglas e operaram no Kuwait antes de serem adquiridas usadas pela Marinha do Brasil, que realizou programas de modernização.

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