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Boeing apresenta teste de máxima energia de frenagem (MBE) no 737-10

Avião branco estacionado no pátio com dois trabalhadores em coletes refletivos ao lado.

Em testes de certificação, há um momento em que o avião precisa provar, na prática, que consegue parar com segurança mesmo nas condições mais exigentes. Foi exatamente esse o foco da Boeing ao divulgar detalhes do ensaio de máxima energia de frenagem (MBE) do 737-10, a versão mais longa da família 737 MAX.

O teste ocorreu na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, com a aeronave no peso máximo de decolagem. Ela acelerou até 180 nós (333 km/h) e, em seguida, realizou uma parada completa usando apenas os freios, sem recorrer ao reversor de empuxo.

Durante a frenagem, os freios chegaram a temperaturas acima de 1370°C (2500°F), e os fusíveis de segurança dos pneus se romperam como previsto, aliviando a pressão.

Os freios suportaram a energia máxima por cinco minutos, até o início do resfriamento realizado pelos bombeiros.

Lançado em 2017 e com certificação prevista para o segundo semestre de 2026, o 737-10 pode acomodar até 230 assentos em uma configuração de classe única.

Para lidar com o aumento de peso e do comprimento da aeronave, a Boeing reforçou o trem de pouso e aprimorou o sistema de freios, com a adição de um quinto rotor e a extensão do tubo de torque.

A execução do ensaio exigiu uma preparação intensa, incluindo a troca de pneus e freios após cada frenagem, e consumiu mais de 12 horas em um único dia de trabalho.

O 737-10 faz parte da família 737 MAX, que já tem as versões 737-8 e 737-9 em operação, enquanto os modelos 737-7 e 737-10 ainda aguardam certificação.

No Brasil, a Gol tem encomendas para o modelo.

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