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Vendas globais de carros elétricos caem 3% em janeiro de 2026 com recuo na China

Carro elétrico verde estacionado em garagem moderna com painel solar e estação de recarga elétrica.

Em janeiro de 2026, as vendas globais de carros elétricos recuaram 3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior - a primeira queda desse tipo no período recente. O principal motivo foi o baque no mercado chinês, que segue como o maior do mundo para automóveis elétricos: na China, as vendas caíram 20% em relação a janeiro de 2025.

Para entender o peso dessa movimentação, vale lembrar que a distância em volume entre a China e os demais mercados faz com que o desempenho mundial tenda a espelhar o resultado chinês. Quando o mercado chinês acelera, o avanço costuma aparecer também no restante do mundo; quando ele desacelera, o impacto se reflete no total global.

Como referência, em 2025 foram vendidos 20,7 milhões de veículos elétricos no mundo. Esse total representou um crescimento de 20% frente ao ano anterior, com expansão distribuída pelos principais mercados.

A China permaneceu na liderança, com 12,9 milhões de unidades vendidas (+17%). Na sequência vieram a Europa, com 4,3 milhões (+33%), a América do Norte, com 1,8 milhões (-4%), e o resto do mundo, com 1,7 milhões (+48%).

Entre os fatores citados para a retração recente, aparece a criação de um imposto de 5% sobre os elétricos (a primeira cobrança do tipo desde 2014) e o corte de incentivos à compra em 2026.

Europa continua a crescer

Na Europa, as vendas de elétricos mantiveram um ritmo forte em janeiro, embora insuficiente para neutralizar a queda registrada na China. O mercado europeu somou 320 mil unidades, o que equivale a um aumento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ainda assim, nem todos os países europeus evoluíram na comparação anual: o mercado norueguês de veículos elétricos encolheu 71%, enquanto o holandês caiu 28%.

América do Norte em retração

Na América do Norte, as vendas de veículos elétricos despencaram 33%, para apenas 90 mil unidades - o menor volume mensal desde o começo de 2022. O recuo é atribuído ao fim de incentivos de compra no encerramento do ano passado e a ajustes de investimento e produção feitos pelas principais montadoras, que passaram a colocar os elétricos em um patamar de prioridade mais baixo.

As notícias positivas

Em contrapartida, o resto do mundo apresentou um avanço expressivo, com 190 mil unidades vendidas (+92%), puxado por Coreia do Sul, Brasil e Tailândia. Na Tailândia, as vendas mais que triplicaram, favorecidas pela extensão do prazo do programa EV3, por incentivos fiscais para veículos importados com produção local e pela redução de impostos sobre elétricos - um conjunto que levou o país a registrar um mês recorde.

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