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F-47: os motores de ciclo adaptativo XA103 e XA102 avançam com Pratt & Whitney e GE Aerospace

Dois homens em uniforme azul discutem projeto com motor de avião e jato ao fundo em hangar.
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Em programas de aviação militar de ponta, muitas vezes o que define o ritmo não é só o avião em si, mas o motor. No caso do futuro caça de sexta geração F-47 - que deve equipar a Força Aérea dos EUA (USAF) para substituir os F-22 - houve novos avanços nos motores de ciclo adaptativo desenvolvidos por Pratt & Whitney e GE Aerospace.

De acordo com informações divulgadas pelas duas empresas, as revisões necessárias para avançar rumo à fase de montagem dos modelos XA103 e XA102 já foram concluídas. Isso marca mais um passo importante no processo que, mais adiante, levará a USAF a escolher um dos projetos.

Detalhando um pouco mais, os relatórios disponíveis indicam que ambas as companhias já estão focadas na aquisição de componentes para viabilizar esses trabalhos. Isso sugeriria que os modelos digitais usados até aqui para definir as características dos motores passaram com sucesso pelas etapas de testes. As duas empresas vieram de superar suas revisões críticas de projeto em 2023 e 2024 e, em 2025, também concluíram uma instância de revisão ainda mais detalhada - embora ainda não esteja totalmente claro quando devem começar os testes com um motor completamente montado. Pela Pratt & Whitney, a expectativa é que isso aconteça perto do fim desta década, sem uma data específica confirmada.

Se esses prazos se confirmarem, analistas da mídia especializada têm apontado que o programa pode acabar acumulando atrasos em relação ao cronograma original, já que o primeiro voo do F-47 deveria ocorrer em 2029. Com isso, especula-se que o projeto talvez precise integrar um motor diferente para tentar cumprir essa meta. O tema ganha peso porque a Força Aérea dos EUA já investiu mais de US$ 7 bilhões para que as empresas avancem na fabricação de protótipos e, na solicitação orçamentária para o próximo ano fiscal, foram pedidos mais US$ 514 milhões adicionais.

Esse quadro precisa ser visto junto das grandes verbas previstas para ampliar a capacidade de desenvolvimento, testes e avaliação associadas ao programa F-47. Conforme os informes atuais, no ano fiscal de 2027 seriam destinados mais de US$ 5 bilhões para esses fins, e outros US$ 5,25 bilhões seriam adicionados no período seguinte. Para a instituição, o fator financeiro tende a ser central ao longo do desenvolvimento do programa - algo que já gerou dúvidas pelos valores elevados em discussão e motivou uma resposta do então Secretário da Força Aérea dos EUA, Frank Kendall, ao afirmar que se buscaria aproximar o custo do F-47 ao de um F-35.

Independentemente desse ponto, vale lembrar que ainda não se conhecem em profundidade as características específicas de cada um dos motores que disputam a chance de equipar o caça F-47 da USAF. Em termos gerais, o conceito de ciclo adaptativo envolve a capacidade de o motor ajustar, em pleno voo, a quantidade de ar que segue para o núcleo onde ocorre a combustão e, assim, alternar entre um modo de alto desempenho e outro de menor consumo de combustível. Em teoria, isso deveria resultar em desempenho superior ao de qualquer projeto atualmente em uso. Como exemplo, a GE Aerospace afirmou que seus motores teriam um alcance operacional de até 30% maior do que o de outros modelos.

Imagens empregadas a modo ilustrativo

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