Emmanuel Macron, presidente da França, acaba de acrescentar mais um carro à garagem oficial. Há poucos meses, ele recebeu o novo topo de linha da DS, o Nº8 Presidencial, e agora - passados dois meses - a frota ganha mais um modelo francês, desta vez da Renault, marca que fornece automóveis ao chefe de Estado desde 1920.
À primeira vista, o novo veículo parece um Renault Rafale “comum”. Ainda assim, ele traz diferenças importantes em relação aos exemplares vendidos nas concessionárias da fabricante, começando por mudanças visuais e por um entre-eixos maior.
Detalhes externos do Renault Rafale presidencial
A pintura externa, criada exclusivamente para esta unidade, é chamada de Bleu Présidence e incorpora um efeito de purpurina branca e vermelha que se destaca sob a luz do sol.
Além disso, este Rafale vem equipado com suportes removíveis para bandeiras, com uma grade dianteira decorada nas cores da bandeira francesa e com emblemas tricolores aplicados nos para-lamas dianteiros.
Interior com luxo e artesanato franceses
Por dentro, a proposta foi compor um ambiente que traduzisse o melhor do estilo, do luxo e do artesanato da França. Para alcançar esse resultado, a Renault contou com a colaboração de especialistas que revestiram o painel, o volante e o console traseiro com mármore negro extraído dos Pirineus.
Os bancos de couro também foram produzidos sob medida e personalizados com o brasão presidencial, além de pespontos nas cores da bandeira da França. O isolamento acústico foi reforçado e as portas traseiras passaram a incluir “soft close“.
Cresceu em comprimento
As mudanças, porém, não ficam apenas na estética. Para oferecer mais espaço ao chefe de Estado francês, os engenheiros da Renault ampliaram em 48 mm a distância entre eixos do Rafale, que manteve o conjunto híbrido plug-in do modelo de produção.
Na prática, isso significa que este Rafale presidencial continua equipado com um motor 1.2 l, três motores elétricos e uma bateria de 22 kWh (totais), entregando potência combinada de 300 cv, tração integral e uma autonomia em modo elétrico que, no modelo convencional, fica em torno de 100 km (ciclo WLTP).
Mesmo assim, não é de se esperar que esta versão presidencial consiga rodar tão longe sem acionar o motor a combustão. O motivo é o processo tradicional de blindagem exigido nesse tipo de veículo, que certamente elevou o peso para bem acima dos 2000 kg anunciados no modelo de produção.
A Renault não informa qual é o peso final deste Rafale, mas afirma que a blindagem exigiu ajustes no acerto da suspensão.
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