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Aeroporto Internacional de Brasília: programa Investe+ Aeroportos atrai R$ 1,1 bilhão e instala shopping no complexo

Mulher caminhando com mala em shopping moderno e iluminado, com lojas e pessoas ao redor.

Brasília está prestes a ganhar um aeroporto com cara de cidade: a ideia é que o Aeroporto Internacional de Brasília deixe de ser apenas um ponto de passagem e se torne também destino para quem busca serviços, compras e entretenimento.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), essa mudança vem sendo acelerada pelo programa Investe+ Aeroportos. Com ele, o sítio aeroportuário da Capital Federal vive uma transformação inédita, somando mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos em projetos voltados a lazer, comércio e logística.

A partir de setembro, Brasília terá um modelo de shopping center inédito no país, instalado dentro do complexo aeroportuário. A obra já emprega cerca de 650 trabalhadores e deve gerar aproximadamente dois mil empregos diretos após a inauguração.

“O Investe+ Aeroportos foi criado exatamente para impulsionar novos negócios no entorno dos aeroportos, ampliando a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. Estamos trabalhando para que os aeroportos sejam vitrines comerciais e oportunidades para todos os brasileiros, por meio de ganhos em serviços e conveniência para a população”, ressaltou o ministro do MPor, Tomé Franca, durante visita às obras na quarta-feira (13).

O vice-presidente da concessionária Inframerica, Juan Horacio Djedjeian, celebrou a iniciativa. “Será uma experiência totalmente nova, surpreendente e com espaços abertos. Muito diferente mesmo do que se vê em um shopping comum”, disse.

Enquanto participa da construção do empreendimento, o montador de drywall Nilson Jones já imagina como será voltar ao espaço que ajudou a levantar. “Quero vir aqui depois para aproveitar o que construí também. Futuramente, quando eu passar aqui com minha filha, poderei dizer que participei disso, enquanto a gente toma um milk-shake ou vai ao cinema”, destacou o operário de 23 anos.

A mudança no aeroporto brasiliense é resultado direto do programa Investe+ Aeroportos, iniciativa do MPor que amplia as possibilidades de uso comercial nos aeroportos brasileiros. O programa permite que estados, municípios e concessionárias firmem contratos comerciais com prazos mais longos, garantindo segurança jurídica e previsibilidade para grandes investimentos privados. No caso do Aeroporto de Brasília, os empreendimentos poderão ser explorados até 2067.

Para o diretor comercial da Inframerica, Rogério Coimbra, o programa ajuda a redefinir o conceito tradicional de aeroportos no Brasil. “O terminal deixa de ser apenas um local de pousos e decolagens para se tornar um espaço de convivência, lazer e serviços. O Investe+ Aeroportos cria condições para atrair empreendimentos que aproximam as pessoas desse universo aeroportuário”, afirmou.

Além de ampliar o potencial econômico do aeroporto, o novo shopping também investe em soluções sustentáveis. A técnica ambiental Noeli Maria, que acompanha as obras, chama atenção para o cuidado previsto no projeto. “Este shopping é diferente justamente pela preocupação com o meio ambiente”, afirma.

O empreendimento conta com um viveiro exclusivo para espécies nativas do Cerrado e aproximadamente três mil mudas, que serão incorporadas ao paisagismo do espaço.

Localizado a menos de 500 metros do terminal de passageiros, o shopping terá mais de 60 mil metros quadrados de área construída, reunindo mais de 130 lojas, academia de 3 mil metros quadrados, praça de alimentação, dez restaurantes e seis salas de cinema (quatro delas VIP), além de uma supertela de cinema a céu aberto. A inauguração está prevista para 15 de setembro de 2026.

Além do shopping, o complexo aeroportuário receberá um clube de surfe com piscina de ondas, empreendimento de R$ 450 milhões, que será anunciado em breve. Contará também com um Centro de Distribuição Logística, que receberá investimento estimado em R$ 35 milhões e vai fortalecer ainda mais o mercado de cargas da capital federal e do Centro-Oeste.

Atualmente, cerca de 60% da receita dos aeroportos brasileiros já vem de atividades comerciais desenvolvidas dentro dos terminais, enquanto 40% têm origem nas tarifas aeroportuárias. Ao incentivar novas fontes de receita, o Investe+ Aeroportos reforça o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos e ajuda a reduzir a pressão sobre o custo das passagens aéreas.

“No mundo inteiro, os aeroportos estão se consolidando como centros de negócios e inovação. Com receitas acessórias mais robustas, os terminais conseguem reduzir custos operacionais e diminuir a pressão sobre as tarifas pagas pelos passageiros”, explica a diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias do MPor, Clarissa Barros.

Informações do MPor

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