Investigação da Comissão Europeia sobre subsídios
A Comissão Europeia vai abrir uma investigação antisubsídios voltada a carros elétricos chineses.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira, durante o discurso sobre o Estado da União, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que elevou o tom nas críticas direcionadas à China.
Ursula von der Leyen critica carros elétricos chineses baratos
Ao chamar atenção para o fato de que os mercados globais estariam “inundados com carros elétricos chineses baratos que têm subsídios de Estado”, von der Leyen afirmou que essa situação “está a distorcer o nosso mercado”.
“Seu preço é mantido artificialmente baixo por conta de grandes subsídios do Estado. Isso está distorcendo o nosso mercado. E, como não aceitamos esta distorção dentro do nosso mercado, também não aceitamos isso a partir de fora”, declarou.
No mesmo discurso, a presidente do Executivo comunitário reforçou que “a Europa está aberta à concorrência”, mas acrescentou:
“A concorrência só é verdadeira se for justa.”
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
Dombrovskis reforça o recado e anuncia viagem à China
Em sintonia com a posição apresentada por von der Leyen, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia responsável pela “pasta” do Comércio, Valdis Dombrovskis, usou a rede social X (antes conhecida como Twitter) para reiterar:
“Estamos abertos à concorrência, mas não a práticas desleais.”
Valdis Dombrovskis, vice-presidente executivo da Comissão Europeia com a “pasta” do Comércio
“#SOTEU: Estamos abertos à concorrência, mas não a práticas desleais. Por isso, estamos lançando uma investigação sobre veículos elétricos chineses.
Vou viajar para a China na próxima semana para dialogar sobre oportunidades e desafios comerciais e econômicos.
Queremos manter o diálogo aberto; para reduzir riscos, não nos desvincular. https://t.co/6I5u9nI7CZ”
- Valdis Dombrovskis (@VDombrovskis) 13 de setembro de 2023
Na mesma publicação, Dombrovskis informou que viajará para a China na próxima semana, já no contexto desta investigação. “Queremos manter o diálogo aberto”, disse, observando, no entanto, que esse diálogo é “para reduzir o risco, não se desvincular”.
“Linhas abertas” de diálogo entre Bruxelas e Pequim
Ainda durante o discurso, von der Leyen também defendeu manter “linhas abertas de comunicação e diálogo com a China”, por entenderem que há áreas e temas em que Bruxelas e Pequim “podem e devem cooperar”.
Fonte: Automotive News Europe e Expresso
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