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PLAAF divulga vídeo com o UCAV GJ-11 em formação com J-20 e J-16D

Aeronave militar de asa delta estacionada em pista com navio de guerra ao fundo em dia claro.

Ao longo da manhã de hoje, dentro das comemorações por mais um aniversário da instituição, a Força Aérea do Exército Popular de Libertação da China (PLAAF) divulgou um vídeo curto que traz novas imagens do drone de combate furtivo (UCAV) GJ-11, incluindo cenas em que a aeronave aparece voando em formação ao lado de outros meios de combate. Intitulado “Sonhos de Grande Alcance”, o material recém-publicado procura evidenciar os avanços expressivos obtidos pela força ao longo dos anos em seu processo de modernização e fortalecimento, tanto em qualidade quanto em quantidade.

“Sonhos de Grande Alcance”: novas cenas do UCAV GJ-11

Nas sequências exibidas, o drone GJ-11 surge sob a designação Xuanlong (antes também conhecido como Sharp Sword), deixando o hangar e seguindo até a pista para iniciar a corrida de decolagem.

Em um trecho posterior do vídeo, o UCAV é mostrado integrado a uma formação composta pelo caça furtivo de quinta geração J-20 e por uma aeronave de guerra eletrônica J-16D.

Formação com J-20 e J-16D: caminho até o emprego operacional

Vale lembrar que a plataforma não tripulada foi apresentada publicamente pela primeira vez durante o desfile militar comemorativo do Dia Nacional da China, em 2019. À época, especialistas ouvidos pela imprensa local indicaram que somente por volta deste período o sistema estaria alcançando o nível operacional necessário para ser empregado em conjunto com as aeronaves tripuladas mencionadas.

Uma vez que essa capacidade seja completamente certificada, o trio formado por GJ-11, J-20 e J-16D pode se tornar uma combinação altamente perigosa contra redes de defesa inimigas, ao reunir interferência de radares com a possibilidade de executar incursões furtivas voltadas a atacar alvos de valor estratégico e intensamente protegidos.

Papel de “ponta de lança” e emprego combinado tripulado/não tripulado

Seguindo essa lógica, analistas do Gigante Asiático têm especulado que o GJ-11 poderia assumir a função de “ponta de lança” nesse tipo de missão. Na prática, isso significaria liderar a formação durante a aproximação, conduzindo atividades de reconhecimento e, em seguida, reduzindo as capacidades do adversário, enquanto as outras duas plataformas permaneceriam a uma distância mais segura.

Em fases posteriores do ataque, caberia ao J-20 aplicar o golpe final contra os objetivos, momento em que o drone furtivo poderia passar a atuar como escolta.

Embora atualmente faltem dados adicionais ou histórico operacional mais sólido sobre esse emprego, o tema é apontado como parte de uma abordagem mais ampla que a Força Aérea do EPL pretende adotar, priorizando a combinação de meios tripulados e não tripulados nas operações do futuro. Nesse contexto, o GJ-11 é um entre diversos desenvolvimentos que Pequim vem impulsionando para complementar suas aeronaves de combate atuais, incluindo drones de apoio e de superioridade aérea, como os exibidos no Dia da Vitória, em 3 de setembro.

Integração também na Marinha: GJ-21 e os navios Tipo 076

Por fim, é importante destacar que os novos drones furtivos chineses não se limitariam a integrar formações da Força Aérea do EPL, mas também poderiam compor as frotas da Marinha.

Em especial, uma variante da plataforma conhecida como GJ-21 é uma das principais candidatas a integrar a ala embarcada dos novos navios de assalto anfíbio Tipo 076, cujo convoo contará com catapultas eletromagnéticas que aproveitam as lições aprendidas durante a construção do porta-aviões Fujian.

Créditos das imagens: Força Aérea do Exército Popular de Libertação da China

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