Entrega da patrulheira costeira ARC “Ilha Gorgona”
Vinda do Vietnã, a Marinha da Colômbia recebeu a nova patrulheira costeira ARC “Ilha Gorgona”, construída pelo Damen Shipyards Group em estaleiros vietnamitas. A obra foi realizada especificamente no Damen Song Cam Shipyard, uma joint venture (70% Damen, 30% Song Cam) voltada à produção de rebocadores e embarcações de trabalho com até 60 metros de comprimento.
Durante a passagem da patrulheira pelo porto de Buenaventura, o almirante Juan Ricardo Rozo Obregón, comandante da Marinha da Colômbia, acompanhou a visita a bordo e afirmou: “Prestará seus serviços à Marinha Nacional, Força Naval do Pacífico, garantindo a segurança dos colombianos nesta região do país…”.
Projeto Damen Stan 5009 e especificações do navio
A nova patrulheira costeira de última geração tem como base o projeto da Patrulheira Stan 5009, com superestrutura em alumínio e casco em aço. Entre seus pontos de destaque está o casco Sea Axe, desenvolvido para embarcações rápidas, com uma proa reta do tipo “machado”, alongada.
As principais dimensões e capacidades incluem:
- Comprimento: 50,1 m
- Boca (largura): 9,4 m
- Calado: 2,5 m
- Velocidade máxima: até 29,5 nós (55 quilômetros por hora)
- Tripulação: até 30 pessoas
- Deslocamento: entre 450 e 500 toneladas
(As características acima seguem o desenho da Damen, mas podem variar conforme as exigências e os requisitos da Marinha colombiana.)
Operadores internacionais do mesmo modelo
O modelo também é operado por diferentes forças e órgãos ao redor do mundo, incluindo:
- Guarda Costeira do Equador
- Guarda Costeira da Grécia
- Polícia da Somália
- Guarda Costeira da Força de Defesa da Jamaica
- Guarda Costeira de Trinidad e Tobago
- Guarda Costeira dos Emirados Árabes Unidos
- Guarda Costeira de Cabo Verde
- Marinha da África do Sul
Missões no Pacífico e integração com a Força Naval do Pacífico
A patrulheira ARC “Ilha Gorgona” foi incorporada para apoiar missões de vigilância e controle marítimo, além de ações de combate ao narcotráfico, à pesca ilegal e a crimes transnacionais. O navio dispõe de recursos avançados de comunicação e navegação, o que deve facilitar a coordenação com outras embarcações da Marinha no Pacífico colombiano.
A unidade foi destinada à Força Naval do Pacífico (FNP), uma Unidade Operativa Maior cujo centro de operações está na Base Naval ARC “Málaga”, localizada na Baía Málaga. Nessa área, atuará em conjunto com os navios ARC “Buenaventura” (um navio multipropósito) e o ARC “Baía Solano” (tipo BDA), cobrindo a jurisdição dos departamentos de Chocó, Valle del Cauca, Cauca e Nariño.
Origem do nome: o oceanográfico ARC “Gorgona”
A denominação da nova embarcação remete ao navio oceanográfico ARC “Gorgona”, que teve papel central na trajetória da Marinha da Colômbia. Ele foi construído na Suécia em 1953 e incorporado em 1955, inicialmente para atuar no Pacífico como navio balizador.
Após 67 anos de serviço, a embarcação foi desativada em junho de 2022 na Base Naval ARC “Málaga”. Seu trabalho foi decisivo tanto na sinalização marítima quanto em pesquisas oceanográficas. Na missão original, operou como navio balizador e de transporte voltado à manutenção de faróis e boias na costa do Pacífico. Mais adiante, passou por uma transformação: deixou de ser um “navio cinza” (balizador) e se tornou um navio de pesquisa de “casco branco”, após uma modernização conduzida pela Cotecmar entre 2004 e 2007.
Com capacidade científica, o ARC “Gorgona” estava equipado para estudos regionais, incluindo o monitoramento de fenômenos climáticos e levantamentos oceanográficos.
Modernização da Marinha da Colômbia no Pacífico
Com a chegada deste novo navio, a Marinha continua o processo de modernização de sua frota e amplia o poder naval colombiano com mais uma incorporação. Ao mesmo tempo, segue o reforço da Força Naval do Pacífico, que recentemente já havia somado a OPV 20 de Julho e a corveta ARC “Nariño”, principal plataforma dedicada à proteção desse oceano.
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