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Citroën acelera com o novo C3 rumo à Índia e à América do Sul

Carro Citroën New C3 Global laranja exibido em ambiente interno com fundo espelhado.

Para ganhar fôlego fora da Europa, a Citroën está a apostar forte em mercados onde ainda há muito por conquistar. A meta é clara: chegar a 30% das vendas totais fora do continente europeu - e o novo C3 é uma peça-chave nessa estratégia, pensado e produzido especificamente para a Índia e para a América do Sul, os seus destinos prioritários.

Isso significa que este C3 não está nos planos para a Europa e também não vem substituir o C3 atualmente vendido por lá, que recebeu uma atualização há cerca de um ano.

O novo C3 é o primeiro modelo a nascer do programa “C Cubed”, que ainda vai dar origem a mais dois veículos, a lançar até 2024, igualmente focados no mercado indiano e sul-americano.

Estamos perante um utilitário com ADN de SUV: destaque para os 18 cm de distância ao solo, com atenção especial aos ângulos de ataque e saída e à proteção inferior do veículo - quase como se tivesse vocação de fora de estrada.

É uma adaptação que faz sentido para os mercados onde vai ser vendido. A Índia, por exemplo, tem 5,5 milhões de quilómetros de estradas, mas 40% delas não são asfaltadas.

Também o comprimento do novo Citroën C3, abaixo dos quatro metros (3,98 m, para sermos exatos), ajuda na adequação ao mercado indiano, onde a tributação leva em conta o tamanho do carro (acima de 4,0 m, a carga fiscal é maior).

Diferente do “nosso” C3, que usa a plataforma PF1, este novo C3 recorre a uma derivação da sucessora CMP (Peugeot 208, Opel Corsa, Citroën C4). Curiosamente, mantém a mesma distância entre eixos do “irmão” europeu: 2,54 m.

A maior altura da carroçaria, porém, garante medidas internas mais folgadas. A Citroën afirma que o novo C3 é referência no segmento em espaço traseiro para cabeça, ombros e cotovelos. A bagageira vai de 300 l no mercado sul-americano a 315 l no mercado indiano.

No interior, também não faltam bons espaços de arrumação e, mesmo sendo uma proposta mais orientada ao preço, há conteúdos tecnológicos relevantes. Traz o maior ecrã tátil do segmento (10″), inclui a função Mirror Screen (compatível com Apple CarPlay e Android Auto), reconhecimento de voz e vários pontos de carregamento (USB) para smartphones.

Resta saber quais serão as motorizações do novo C3, que ainda não foram divulgadas pela marca francesa.

Produção local

O novo Citroën C3 só chega no primeiro semestre de 2022 e terá produção local, no Brasil e na Índia. Na América do Sul - região onde a Citroën está presente desde a década de 60 - o novo C3 vai sair da fábrica de Porto Real, no Brasil.

A grande novidade é mesmo a entrada da Citroën na Índia, um mercado com potencial interessante de expansão, que deve tornar-se o terceiro maior do mundo até 2025, com vendas anuais acima de quatro milhões de unidades.

A marca francesa estreou-se por lá recentemente com a importação do maior C5 Aircross, mas o novo C3 será fabricado localmente. Assim, evita as pesadas tarifas de importação e garante um elevado nível de integração local, superior a 90%, graças às joint ventures firmadas entre o Grupo Stellantis e empresas do Grupo CK Birla (montagem e distribuição de automóveis e fabrico de grupos propulsores).

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