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Mitsubishi Colt volta à Europa após 10 anos e nasce como gêmeo do Renault Clio

Carro vermelho Mitsubishi Colt 2024 EU em exposição em showroom moderno.

O Mitsubishi Colt está de volta à Europa após 10 anos e, na prática, foi “separado na maternidade” do seu irmão gêmeo, o Renault Clio.


Depois de mais de uma década fora de cena, o Mitsubishi Colt retorna ao mercado europeu já em uma geração completamente nova.

Basta olhar com atenção para entender o que aconteceu: ele divide praticamente tudo com o Renault Clio - do visual externo ao interior, passando pela plataforma e pelo conjunto mecânico.

Não tem muito como contornar: este Colt novo funciona como um “Renault Clio japonês”, resultado de um trabalho de badge engineering. O Diogo Teixeira já guiou o modelo pelas ruas de Berlim (Alemanha) e explica o que fez a Mitsubishi seguir por esse caminho:

Não, não é um Renault Clio

Em termos de aparência, há pouco a acrescentar sobre o novo Mitsubishi Colt. Ele é essencialmente idêntico ao Renault Clio, com duas exceções claras: o emblema dos três diamantes (na dianteira e no centro das rodas) e a grade frontal, que traz a assinatura “Dynamic Shield”, típica dos carros da marca japonesa.

Na parte traseira, as diferenças em relação ao “irmão” de sotaque francês ficam ainda mais discretas e se resumem aos escritos “Mitsubishi” e “Colt” - embora a área inferior do para-choque também tenha um desenho levemente diferente.

Como o Diogo Teixeira comenta no vídeo em destaque, foi a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi que viabilizou a permanência da marca dos três diamantes na Europa. Para isso, foi necessário recorrer rapidamente a dois modelos do segmento B oriundos da Renault - Clio e Captur - para manter o Colt e o ASX ativos.

O próximo Mitsubishi previsto para a Europa também partirá de uma proposta da Renault e chega ao mercado em 2025. De acordo com os responsáveis da marca, ele já terá um estilo bem mais distinto, já que houve mais tempo para preparar essa chegada.

Só muda o logotipo dos três diamantes

Por dentro, a lógica se repete: o interior é uma cópia direta do modelo francês, com a diferença de que o emblema da fabricante japonesa aparece no centro do volante. O restante é igual.

Chamam atenção o painel de instrumentos digital de 7” ou 10”, conforme a versão, e a central multimídia de 7” ou 9,3” (na vertical), com integração para Android Auto e Apple CarPlay.

Além de oferecer carregamento sem fio para o smartphone, o Colt também pode contar com câmera de estacionamento com visão 360°, sistema de som BOSE e diversos recursos ADAS, incluindo cruise control adaptativo, detecção de ponto cego e reconhecimento de placas de trânsito.

Ainda assim, como o Diogo ressalta durante este teste em vídeo, o fato de a cabine ser exatamente igual à do Clio está longe de ser um inconveniente - afinal, o modelo francês é referência no segmento.

Sem versões híbridas

Construído sobre a plataforma CMF-B da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, o novo Colt chega ao mercado português com duas motorizações diferentes.

Na base da linha, há um motor 1.0 a gasolina de três cilindros, aspirado, com 67 cv e 95 Nm. Ele vem com câmbio manual de cinco marchas, que envia o torque exclusivamente para as duas rodas dianteiras e permite ao Colt acelerar de 0 a 100 km/h em 17,1s. A velocidade máxima é de 160 km/h.

Acima dele aparece a configuração que o Diogo testou no vídeo, também com motor 1.0 a gasolina de três cilindros, mas com turbo. Assim, a potência sobe para 90 cv e o torque máximo chega a 160 Nm.

Essa versão segue com tração dianteira, porém adota câmbio manual de seis marchas e entrega números melhores: 12,2s de 0 a 100 km/h e 180 km/h de velocidade máxima.

Existe ainda uma opção híbrida (com o sistema E-Tech híbrido da Renault), que combina um motor 1.6 a gasolina de quatro cilindros com dois motores elétricos e uma bateria de 1,2 kWh, mas ela não será vendida em Portugal.

Neste primeiro contato, o Diogo conduziu a versão 1.0 turbo e a considera a escolha mais acertada - inclusive por entender que é relativamente fácil obter consumos em torno de 5 l/100 km.

Quanto custa?

As primeiras unidades do novo Mitsubishi Colt devem desembarcar no mercado português no fim do próximo mês de novembro ou, no mais tardar, nos primeiros dias de dezembro.

Sobre os preços, ainda não há definição final, mas não é difícil prever que esse não será o ponto em que o Colt terá grande vantagem frente ao seu “irmão gêmeo”, o Clio.

Se os valores ainda não foram fechados, a organização da gama já está decidida: em Portugal, o Colt será oferecido em apenas um nível de equipamento (Invite) e com cinco opções de cor: Onyx Black, Sunrise Red, Royal Blue, Volcanic Grey (metalizadas) e Arctic White (sólida).

Veredito


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