Plano FaSTLAne 2030 e “otimização da pegada de produção”
A Stellantis deixou claro que a meta não é simplesmente fabricar menos, e sim produzir com mais eficiência. Durante o Dia do Investidor, o conglomerado detalhou o FaSTLAne 2030, um roteiro que prevê a chamada “otimização da pegada de produção”.
Meta de utilização das fábricas na Europa
Na Europa, a ambição é elevar a taxa de utilização das plantas de 60%, registrada em 2025, para 80% em 2030. O caminho, porém, não passa por aumentar o volume de veículos: a empresa pretende alcançar esse índice reduzindo a capacidade instalada em mais de 800 mil unidades.
Pelos números divulgados, isso representa cortar a capacidade anual total de 4,65 milhões de veículos para 3,85 milhões. Para chegar lá, a estratégia combina reaproveitamento de unidades industriais e acordos com parceiros.
Fechar, partilhar ou reconverter
O exemplo mais extremo é a fábrica de Poissy, na França. A unidade será reconvertida para outras finalidades e, a partir de 2028, deixará de produzir automóveis nas condições atuais. Depois de já ter alcançado 500 mil carros por ano no passado, o site passará a atuar como centro voltado à fabricação de peças e à reciclagem de veículos.
Já as plantas de Zaragoza e Madrid, na Espanha, e a de Rennes, na França, devem seguir por outra via. A ideia é dividi-las com parceiros externos, mantendo as linhas operando e preservando empregos sem depender apenas da produção de modelos próprios da Stellantis.
Na Espanha, o movimento já começou: a Leapmotor deve iniciar ainda este ano a fabricação do seu SUV elétrico B10 em uma das unidades espanholas do grupo. O acordo nasce da Leapmotor International, a joint venture na qual a Stellantis tem 51% e que garante ao grupo direitos exclusivos de produção e distribuição da marca chinesa fora da China.
Em Rennes, o princípio é parecido. A fábrica francesa, que hoje monta somente o Citroën C5 Aircross em uma única linha de montagem, pode em breve passar a produzir veículos elétricos e híbridos plug-in da Voyah, marca do Grupo Dongfeng.
Preservar empregos
Segundo a Stellantis, essa reconfiguração não envolve demissões em massa, mas uma forma mais inteligente de administrar os recursos já existentes. Ao incorporar parceiros em fábricas com baixa utilização, o grupo quer manter as linhas de produção ativas e a força de trabalho empregada, ao mesmo tempo em que recupera eficiência operacional.
Oriente Médio e África: aumento de uso e localização
Nos demais mercados, o plano é ampliar a produção para que a utilização das fábricas chegue a 80% até 2030. No Oriente Médio e na África, a abordagem também inclui localizar a produção - e, em alguns casos, a fabricação de determinados modelos.
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