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Porsche Taycan Turbo GT: o Porsche de rua mais potente de todos os tempos, e muito mais do que isso

Carro esportivo Porsche Taycan GT azul em exposição em showroom moderno com piso cinza.

O Taycan Turbo GT é o Porsche de rua mais potente de todos os tempos - e está longe de ser só isso.


Depois de meses entre rumores e fotos-espia, a Porsche finalmente revelou a configuração mais extrema e mais forte do Taycan: a Turbo GT.

Com mais de 1000 cv no modo overboost, o Taycan Turbo GT já impressiona de cara pelos números - mas essa é só uma parte da história. A outra aparece na pista, onde este Taycan manda (e muito).

Mas será que isso basta para justificar os mais de 252 000 euros cobrados pela Porsche por este “superelétrico”? Fomos acelerar o Taycan Turbo GT em circuito para chegar à resposta. Veja o vídeo:

Oferecido em dois “sabores” - GT e GT com pacote Weissach -, o novo Taycan Turbo GT também chama atenção pelo visual, que é bem particular, principalmente quando veste a pintura exclusiva Violeta Céu (nas imagens).

Nessa receita entram ainda as rodas forjadas específicas de 21’’ e os freios carbocerâmicos (PCCB) com pinças no tom exclusivo Ouro Vitória - conjunto que reduz 2 kg.

Ainda assim, o elemento que mais salta aos olhos é a asa traseira fixa em fibra de carbono, capaz de gerar até 140 kg de força descendente na velocidade máxima de 305 km/h - ao todo, são 220 kg de downforce.

Somam-se a ela um novo difusor traseiro, um novo splitter dianteiro e, claro, vários detalhes em carbono (acabamentos da coluna B, molduras superiores dos retrovisores, inserções nas saias laterais, entre outros).

Dieta rigorosa

A “dieta” de fibra de carbono também aparece por dentro, tanto nos bacquets (de série) quanto nos bancos traseiros, que deixam de existir no pacote Weissach. No lugar deles, entra um revestimento que vira um espaço para guardar objetos.

E a lista não para aí. Para reduzir massa, a Porsche tirou o recurso de soft close do porta-malas, os vidros especiais com isolamento acústico e térmico, o sistema de som surround da Bose e parte do material de isolamento.

No fim das contas, o Taycan Turbo GT com pacote Weissach fica 75 kg mais leve do que o Taycan Turbo S - e só a eliminação do banco traseiro representa uma economia de 22 kg.

O mais potente de sempre

Na atualização mais recente do Taycan, todas as versões ficaram mais potentes e mais rápidas. Só que, nesse assunto, nenhuma chega perto do Taycan Turbo GT, que entrega 1108 cv de potência máxima e 1340 Nm de torque.

Para alcançar isso, ele traz um motor elétrico traseiro mais forte, um inversor de 900 A (amperes) - no Turbo S são apenas 600 A) - e um câmbio de (duas) marchas reforçado, com relações específicas.

A potência contínua é de 580 kW, ou 788 cv. Com o Launch Control, ela sobe para 760 kW (1033 cv) em overboost; e, por dois segundos, dá para chegar ao pico de 815 kW (1108 cv).

Com esse arsenal, o Taycan Turbo GT com o pack Weissach faz 0 a 100 km/h em 2,2s, ficando 0,2s à frente do Taycan Turbo S. Já a arrancada de 0 a 200 km/h acontece em 6,4s (-1,3s).

E, falando de autonomia - mesmo sabendo que isso não é exatamente a prioridade num elétrico com foco maior em pista -, ela chega a 555 km, graças à nova bateria de 105 kWh introduzida pela Porsche na atualização mais recente do Taycan.

Como é conduzi-lo em pista?

Mais do que ficar destrinchando o festival de números do Taycan Turbo GT, o que vale mesmo é guiá-lo… em circuito. E foi exatamente isso que pudemos fazer na apresentação internacional dinâmica do modelo, realizada no Circuito Monteblanco, nos arredores de Sevilha (Espanha).

Mesmo com o cenário complicado - chuva e muita água acumulada em algumas curvas -, bastaram poucas voltas para entendermos do que esse elétrico é capaz. E ele começa impressionando pela sensação e pela precisão de todos os comandos.

Apesar dos 2295 kg, ele se mostra o tempo todo muito ágil na pista e, acima de tudo, muito previsível. Até quando a traseira começa a escapar, dá para “buscar” o carro com relativa facilidade - e tivemos várias oportunidades de testar isso.

Também chama atenção a eficiência com que ele despeja todo o torque no asfalto. Fizemos vários “Launch Control”, e é notável perceber o quanto o carro trabalha para ajudar na largada, embora, com o piso molhado, o eixo traseiro tenha se mostrado mais arisco do que o esperado.

Mesmo assim, o impacto da aceleração não se compara a nenhum carro de rua que eu já dirigi. Nem o Tesla Model S Plaid chega nesse patamar - pelo menos no “coice” que se sente quando afundamos o acelerador, como dá para ver no vídeo acima.

Faz sentido existir?

Não é preciso calculadora para notar que os 252 795 euros que a Porsche pede pelo Taycan Turbo GT dão para colocar um 718 Cayman GT4 RS na garagem - e ainda sobram 34 000 euros. E, por mais 2500 euros, dá para escolher um 911 GT3.

Por isso, a pergunta aparece naturalmente: faz sentido comprar um Porsche Taycan Turbo GT? Para mim, faz. E o motivo é simples.

Ao guiar o Turbo GT, ficou claro que a Porsche colocou aqui o mesmo nível de esforço e de atenção aos detalhes que coloca num 911 GT3 RS ou num 718 Cayman GT4 RS. O melhor que a marca alemã tem a oferecer num carro elétrico está reunido neste modelo - e isso custa.

Ele não é apenas mais uma versão do Taycan. É bem mais do que isso. É uma demonstração de força da Porsche, para mostrar a marcas como Tesla e Lucid Motors que experiência ainda pesa.

Fazer um elétrico muito potente e rápido em linha reta é relativamente fácil, e muitas marcas conseguem. Transformá-lo em algo igualmente eficaz nas curvas - especialmente num autódromo - já é uma conversa completamente diferente. Por isso, depois de dirigir este Taycan Turbo GT, só me resta dizer uma coisa: Parabéns, Porsche!

Veredito

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